Russell explica dilema sobre finais com safety car

sexta-feira, 17 de julho de 2026 às 8:55

George Russell

George Russell admitiu que tem sentimentos conflitantes sobre a possibilidade de corridas da Fórmula 1 terminarem atrás do safety car.

O piloto da Mercedes abordou o tema após o desfecho do GP da Inglaterra, que chegou ao fim sob bandeira amarela depois do acidente de Max Verstappen.

Na reta final da prova, o carro de Verstappen precisou ser retirado da pista após a forte batida. Com isso, a expectativa era de que o safety car retornasse aos boxes e permitisse uma última volta em bandeira verde para definir o vencedor.

No entanto, embora a mensagem “safety car in this lap” tenha aparecido nos monitores, a FIA esclareceu rapidamente que o aviso foi provocado por um erro de software. Assim, a neutralização foi mantida até a bandeirada final.

O regulamento determinava que o safety car só poderia retornar aos boxes ao fim da volta 52, justamente a última da corrida.

Consequentemente, Charles Leclerc confirmou a vitória, enquanto Russell cruzou a linha de chegada em segundo e Lewis Hamilton completou o pódio na terceira posição.

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Russell compara situação com corridas anteriores

Por outro lado, a F1 já adotou uma estratégia diferente em ocasiões semelhantes. Nos GPs do Azerbaijão de 2021 e da Austrália de 2023, por exemplo, acidentes nas voltas finais provocaram bandeiras vermelhas.

Dessa forma, os fiscais puderam limpar a pista e retirar os destroços antes de uma relargada parada, criando uma disputa direta pela vitória.

Foi justamente essa possibilidade que levou Russell a refletir sobre qual seria a solução mais justa.

“Tenho opiniões divididas”, afirmou Russell à imprensa. “É justo um piloto abrir uma vantagem de 20 segundos e depois acontecer uma bandeira vermelha com apenas três voltas restantes? Ele fez um trabalho excelente”.

Britânico vê vantagens e desvantagens

Ao mesmo tempo, Russell reconheceu que consegue compreender uma interrupção quando ainda resta uma parte significativa da prova.

“Se ainda restam 25% ou 30% da corrida e acontece uma bandeira vermelha, talvez seja possível aceitar. Porém, quando faltam apenas três voltas como aconteceu em Melbourne 2023, a situação muda completamente”.

Mesmo assim, o piloto da Mercedes deixou claro que também não aprecia ver uma corrida terminar atrás do safety car.

“Também não gosto de uma corrida terminando atrás do safety car. Quando foi a última vez que isso aconteceu? Acho que em Abu Dhabi 2021. Naturalmente, eu gostaria de ver a corrida terminar em bandeira verde e proporcionar um grande final”.

Por outro lado, ele destacou que nem sempre haveria uma disputa emocionante nas voltas decisivas.

“Se não houvesse um incidente, provavelmente também não existiria um grande clímax naquelas voltas finais. Portanto, trata-se de uma situação bastante específica, e por enquanto ainda não existem grandes discussões sobre o assunto”.

 

LS - www.autoracing.com.br

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