Ricciardo admite que seu futuro na Fórmula 1 esteja em dúvida

quarta-feira, 14 de outubro de 2015 às 18:04

Daniel Ricciardo

Daniel Ricciardo é um produto do programa de jovens pilotos da Red Bull. Tendo sido convidado para um teste em Jerez em dezembro de 2009, ele impressionou com um tempo um segundo mais rápido do que qualquer outro no último dia do teste. Assim, ele foi contratado como piloto de testes da Red Bull ao lado de Brendon Hartley, seu companheiro de equipe na Renault World Series de 2010.

No final da temporada seguinte de testes de jovens pilotos, Ricciardo foi confirmado como o único representante da equipe Red Bull. Ao ouvir este anúncio, Ricciardo comentou, “Eu não posso esperar para começar a pilotar um incrível carro de F1 da Red Bull Racing”.

O teste foi em Abu Dhabi após a corrida final da temporada de F1. Daniel dominou o teste e fez uma volta 1,3s mais rápida que Sebastian Vettel havia feito na sessão de classificação da F1 do fim de semana anterior.

Na temporada seguinte, em 2011, Ricciardo teve sessões regulares nos treinos livres com a Toro Rosso, e o chefe da equipe, Franz Tost comentou: “Ter um jovem faminto na equipe irá manter nossa dupla atual de pilotos boa e afiada”. Seus comentários foram dirigidos aos pilotos de corrida da Toro Rosso, Jaime Alguersuari e Sebastien Buemi.

Durante aquela temporada, a Red Bull facilitou sua entrada como piloto na HRT e o australiano fez sua estreia pena na F1 no GP da Inglaterra. Então, em dezembro daquele ano, a Toro Rosso anunciou que estava substituindo ambos os seus pilotos por Daniel Ricciardo e Jean-Eric Vergne.

No espaço de uma única temporada, Daniel Ricciardo subiu na hierarquia de pilotos, de coadjuvante na Toro Rosso para ser considerado como um futuro campeão mundial com a Red Bull. Seu domínio inegável sobre o tetracampeão Sebastian Vettel em 2014, além de suas 3 vitórias, colocaram seu nome em todas as bocas do paddock.

Apesar das decepções deste ano, Daniel se manteve leal e positivo sobre sua equipe Red Bull, se recusando a criticar a equipe, mas também não se envolvendo com a guerra de palavras entre a Red Bull e a Renault. Ricciardo conhece suas raízes e sabe que tem de agradecer por sua posição atual.

Mas agora, há sinais de que o jovem australiano está começando a perder a fé no sonho da Red Bull e em Sochi ele admitiu abertamente considerar um futuro alternativo na F1. Dietrich Mateschitz determinou o prazo de até final de outubro para resolver a crise de motor na Red Bull, então a ameaça de retirar as suas duas equipes da categoria está agora perigosamente perto de ser realizada.

“Eu não pensei sobre o potencial resultado negativo disso ainda”, revelou Ricciardo. “Ainda estou muito positivo. Foi bom que Dietrich estabeleceu um prazo porque temos de saber o que vamos fazer e se estaremos com o motor ‘X’, então temos de começar a projetar o carro e todo o resto”.

“Acho que vamos conseguir algo que seja digno o suficiente para nos convencer a ficar na categoria e isso significa nos dar uma chance de vencer”.

No outro dia, Daniel estava sendo mais sincero.

“Obviamente quero correr, quero estar no grid, mas se alguém disser que você vai correr, mas vai estar em 16º lugar, então talvez não queira correr. Se eles (Renault) puderem preparar algo melhor do que este ano – para nos dar uma chance de lutar mais para cima do grid – é uma das melhores opções agora”.

“Ainda não podemos descartar nada, mas queremos algo competitivo… Só para correr e fazer número não é o que somos e como piloto não estou realmente interessado nisso. Algumas fabricantes continuam a dizer que não, então, obviamente, as opções estão ficando cada vez menores”.

“Está ficando mais difícil agora, mas vamos tentar encontrar uma solução. É claro que quero correr e será uma pena se não estivermos correndo. Ainda estou otimista que podemos encontrar uma solução, mas parece que ninguém quer nos fornecer um motor”.

No entanto, caso a Red Bull e Toro Rosso se retirem da F1, as opções de Ricciardo parecem estar limitadas para 2016. Há um segundo assento, com Romain Grosjean, na nova equipe Haas e se a Lotus sobreviver de alguma forma ou outra, Danny poderia ser parceiro de Pastor Maldonado.

Uma dupla Ricciardo/Grosjean seria de fato uma sorte para Gene Haas, porém, há a questão de terceiros carros a ser também considerada.

A Sauber pode gostar de um piloto com as qualidades de Ricciardo, embora seja questionável se ele tem o grande apoio financeiro que os pilotos atuais Nasr e Ericsson trazem. Então, dado a deterioração no desempenho da Sauber deste ano, a Haas apoiada pela Ferrari, parece ser um lugar melhor para estar.

É claro que se Mateschitz pressionar o botão ‘vermelho’ e tomar a opção nuclear, um jovem Max Verstappen se torna disponível também. A questão é se o momento de Max o coloca à frente da experiência de Ricciardo e, no final, se somente um sorriso vencedor o levará tão longe.

IB - www.autoracing.com.br

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