Resultado da reunião da Fórmula 1 sobre taxa de compressão

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026 às 18:14

Dentro aa câmara de combustão

Nesta quinta-feira, as montadoras de Fórmula 1 avançaram com a FIA. Elas concordaram com uma forma de medir a taxa de compressão dos motores. Esse novo procedimento funcionará quando os propulsores operarem em alta temperatura. No entanto, é altamente improvável que a implementação ocorra em curto prazo. Com efeito, a FIA convocou uma reunião de especialistas técnicos hoje. Representantes de cada uma das equipes discutiram a polêmica recente. O debate surgiu sobre uma possível exploração das regras da categoria.

As rivais das equipes que utilizam motores Mercedes e Red Bull possuem suspeitas claras. Elas acreditam que as duas fabricantes encontraram uma maneira de operar. Assim, os motores teriam uma taxa de compressão superior à permitida pelas regras atuais. Além disso, o regulamento técnico da F1 estipula um limite de 16:1. Essa regra entrou em vigor em 2026. Atualmente, os técnicos medem o valor apenas em temperatura ambiente. A suspeita foca na Mercedes e, em menor grau, na Red Bull.

Certamente, as marcas utilizariam projetos inteligentes para aumentar a pressão interna. Isso aconteceria quando o motor funciona em alta temperatura. Consequentemente, as fabricantes garantiriam um ganho de desempenho relevante nas pistas. Por isso, Ferrari, Audi e Honda escreveram à FIA buscando esclarecimentos. Elas questionaram a legalidade da eventual mudança técnica. Portanto, a entidade máxima do automobilismo organizou uma reunião. O objetivo era tentar chegar a um consenso sobre o futuro.

Quero ser VIP
 

Regulamento técnico e novos métodos de medição

Fontes sugerem que a reunião foi produtiva para as partes envolvidas. Houve um alinhamento sobre como a medição da taxa de compressão poderá ocorrer. O foco será o momento em que os motores funcionarem em altas temperaturas. Contudo, tal acordo sobre a metodologia não traz mudanças imediatas. No momento, não existe qualquer comprovação de irregularidade. Ninguém provou que alguma fabricante conseguiu aumentar a taxa de compressão em até 2 pontos com o motor quente. O valor subiria de 16:1 para 18:1.

Portanto, o próximo passo será discutir o tema com os chefes das montadoras. Eles avaliarão se existe justificativa para propor uma mudança no regulamento. A ideia é adotar os novos procedimentos de medição em altas temperaturas. De fato, qualquer alteração precisará passar pelos canais oficiais da categoria. Isso vale para esta temporada ou para 2027. Uma votação formal na Comissão da F1 será necessária. Atualmente, quatro equipes usam motores Mercedes e duas usam motores Red Bull.

Assim, as duas montadoras detêm a maioria das decisões políticas. Qualquer alteração no regulamento não será fácil sem esse apoio. Do mesmo modo, as rivais da Mercedes não previam mudanças rápidas após o encontro. O chefe do projeto de Fórmula 1 da Audi, Mattia Binotto, comentou o caso. Ele afirmou que sua expectativa era apenas chegar a um consenso metodológico. “Minha esperança nessa reunião não é esclarecer o regulamento em si, mas sim definir uma metodologia para o futuro”, disse ele.

Ele deu a declaração no lançamento da temporada da Audi em Berlim. Por enquanto, as regras escritas permanecem válidas para todos. Os fiscais fazem as medições apenas à temperatura ambiente. Isso significa que a Mercedes e a Red Bull mantêm qualquer vantagem eventual. A comunidade aguarda os próximos passos da Federação Internacional de Automobilismo. Com certeza, o equilíbrio técnico entre as equipes permanece como o ponto central das discussões.

AS - www.autoracing.com.br

Tags
, , , , , , , , , , ,

ATENÇÃO: Comentários com textos ininteligíveis ou que faltem com respeito ao usuário não serão aprovados pelo moderador.