Red Bull poderia pagar ano sabático de Verstappen em 2027
terça-feira, 31 de março de 2026 às 10:45
Max Verstappen
A Red Bull considera uma alternativa estratégica para manter Max Verstappen no radar. Em vez de arriscar uma saída definitiva, a equipe pode pagar o contrato do piloto em 2027 mesmo que ele opte por se afastar da Fórmula 1. Dessa forma, tentaria viabilizar um retorno em 2028.
Ao mesmo tempo, o contexto atual exige cautela. Afinal, o cenário esportivo e regulatório pressiona diretamente o futuro do tetracampeão mundial.
Red Bull reage às dúvidas de Verstappen
Nos últimos dias, a equipe passou a tratar com seriedade a possibilidade de perder Verstappen após 2026. Isso ocorre porque, durante o GP do Japão em Suzuka, o piloto expôs incertezas relevantes.
Inicialmente, a performance já havia frustrado. Ele foi eliminado no Q2 e largou apenas em 11º. Em seguida, reforçou que precisa “definir” seu caminho na F1.
Além disso, o descontentamento com o regulamento de 2026 cresce de forma contínua. O novo conceito das unidades de potência o incomoda bastante. Nesse sentido, a maior dependência da bateria – próxima de 50% da potência – reduz o prazer de pilotar.
Consequentemente, o interesse diminui. Por isso, surgem relatos de que Verstappen considera até mesmo encerrar sua trajetória na categoria em 2027 caso não ocorram mudanças significativas.

Pausa estratégica ganha força
Diante desse cenário, a Red Bull avalia uma solução intermediária. Segundo o The Telegraph, a equipe pode oferecer cerca de £60 milhões anuais para que Verstappen tire um ano sabático em 2027.
Assim, mesmo fora do grid, ele permaneceria vinculado. Em outras palavras, a equipe manteria uma porta aberta para o futuro.
Além disso, já existe um precedente. Verstappen recebeu liberação para disputar as 24 Horas de Nurburgring. Portanto, a equipe também pode permitir participações nas 24 Horas de Le Mans e em categorias GT.
Dessa maneira, o piloto seguiria ativo. Ao mesmo tempo, aguardaria possíveis mudanças na F1, principalmente no regulamento de motores.
Cláusula contratual amplia pressão
Por outro lado, existe um fator decisivo no contrato. Verstappen poderá acionar uma cláusula de saída entre agosto e outubro de 2026.
Para isso, basta ocupar a terceira posição ou pior no campeonato na pausa de verão. Considerando o início irregular da Red Bull, esse cenário não parece improvável.
Logo, a equipe precisa agir com rapidez. Caso contrário, corre o risco de perder seu principal piloto antes mesmo de implementar qualquer plano.
Desempenho influencia decisão
Enquanto isso, a performance na pista também pesa. Em alguns momentos, o carro mostrou potencial competitivo. Isack Hadjar, por exemplo, vem tendo boas performances em classificações.
Porém, a inconsistência chama atenção. Tanto Verstappen quanto Hadjar ficaram atrás de Pierre Gasly, da Alpine, em sessões na China e no Japão. Além disso, o francês terminou à frente nas corridas.
Diante disso, Verstappen deve exigir evolução clara. Caso a equipe não entregue um pacote mais competitivo, a chance de retorno diminui consideravelmente.
Histórico reforça cenário possível
Ainda que a situação pareça incomum, a F1 já viu casos semelhantes. Fernando Alonso, por exemplo, deixou a categoria entre 2019 e 2020 antes de regressar.
Da mesma forma, Kimi Raikkonen competiu em outras categorias entre 2010 e 2011 e depois voltou. No entanto, nem todos seguem esse caminho.
Mika Hakkinen, por exemplo, tirou um ano sabático em 2002 e não retornou. Portanto, o risco existe.
Nomes como Martin Brundle e David Coulthard já discutiram essa possibilidade publicamente. Assim, o cenário ganha ainda mais relevância.
Em resumo, a Red Bull tenta ganhar tempo e preservar sua principal estrela. Entretanto, o futuro de Verstappen depende sobretudo de dois fatores: mudanças no regulamento e evolução real da equipe.
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