Red Bull vive dilema com RB22 e orçamento

sexta-feira, 3 de abril de 2026 às 9:32

Red Bull

A Red Bull não destinou uma fatia suficiente do teto orçamentário para corrigir todos os problemas do RB22. Como consequência, qualquer investimento extra agora pode comprometer diretamente o desenvolvimento do carro de 2027.

Além disso, a temporada 2026 da Fórmula 1 começou há pouco tempo. Ainda assim, o início já frustrou as expectativas da equipe.

Atualmente, a Red Bull ocupa apenas a sexta posição no mundial de construtores com 16 pontos. Enquanto isso, a Haas soma 18. Já a Alpine também tem 16, porém aparece à frente por um melhor resultado em corrida.

Quero ser VIP
 

Alpine e Haas avançam enquanto Red Bull perde terreno

Por um lado, a Alpine cresce na classificação. Pierre Gasly terminou em sexto no GP da China. Em seguida, garantiu o sétimo lugar no Japão. Dessa forma, somou pontos importantes e colocou sua equipe à frente da Red Bull.

Por outro lado, Max Verstappen enfrenta dificuldades. O holandês terminou em sexto na Austrália. No entanto, caiu para oitavo no Japão. Além disso, Isack Hadjar conquistou seu melhor resultado com uma oitava posição na China.

Enquanto isso, Haas e Alpine aproveitam vantagens técnicas. Ambas utilizam motores Ferrari e Mercedes, respectivamente. Em contrapartida, a Red Bull estreou como fabricante de unidade de potência. Portanto, encara um desafio ainda maior nesta nova era.

Problemas de equilíbrio tornam RB22 difícil de guiar

As declarações dos pilotos reforçam o cenário negativo. Após a classificação no Japão, Verstappen descreveu o RB22 como “inguiável”. Como resultado, largou apenas em 11º devido ao grave problema de equilíbrio.

Além disso, na etapa anterior na China, o piloto já havia criticado o carro. Na ocasião, chamou classificação sprint de “desastre”. Novamente, o principal problema foi a falta de estabilidade nas curvas.

Da mesma forma, Hadjar também não poupou críticas. O jovem classificou o RB22 como “perigoso” depois de terminar em 12º no Japão. Ou seja, além da performance limitada, o carro compromete a confiança dos pilotos.

Decisão estratégica pode definir futuro da equipe

Diante desse cenário, Laurent Mekies precisa agir com cautela. Segundo o SoyMotor, a Red Bull considera o chassi e o pacote aerodinâmico como prioridades imediatas.

No entanto, existe um obstáculo relevante. A equipe não reservou orçamento suficiente dentro do teto de 2026 para resolver todos os problemas. Assim, qualquer investimento adicional precisará sair do projeto de 2027.

Portanto, Mekies enfrenta uma escolha difícil. Por um lado, pode investir em uma versão “B” do RB22. Por outro, pode abandonar o desenvolvimento atual e focar totalmente no próximo ano.

Limites financeiros e técnicos aumentam pressão

Vale lembrar que a F1 elevou o teto orçamentário para 2026. As equipes podem gastar até US$ 215 milhões. Ainda assim, alguns custos ficam de fora, como salários de pilotos e dos três funcionários mais bem pagos, além de marketing e hospitalidade.

Mesmo assim, os recursos continuam limitados. Além do orçamento, a Red Bull precisa administrar o uso do túnel de vento.

Nesse sentido, a equipe possui uma posição intermediária. No primeiro semestre, terá direito a 256 execuções. Em comparação, McLaren (224) e Mercedes (240) contam com menos tempo.

Por fim, a Alpine lidera nesse quesito. Após terminar em último em 2025, terá 368 execuções. Portanto, concorrentes diretos possuem vantagens importantes no desenvolvimento ao longo da temporada.

 

LS - www.autoracing.com.br

Tags
, , , , , , , , , , ,

ATENÇÃO: Comentários com textos ininteligíveis ou que faltem com respeito ao usuário não serão aprovados pelo moderador.