Mecânico pede demissão da Red Bull e amplia crise interna

segunda-feira, 30 de março de 2026 às 9:34

Ole Shack e Max Verstappen

A Red Bull sofreu mais uma baixa relevante com a saída do mecânico sênior Ole Schack. A notícia chega poucas semanas após a saída do projetista-chefe Craig Skinner. Dessa forma, o cenário interno segue em transformação.

Embora não represente uma perda do nível de Adrian Newey, Jonathan Wheatley ou Will Courtenay, o movimento preocupa porque reforça a percepção de instabilidade. Consequentemente, cresce a associação com as incertezas sobre o futuro de Max Verstappen.

No ano passado, por exemplo, a equipe encerrou a longa parceria entre Christian Horner e Helmut Marko. Primeiro, Horner foi demitido em julho. Em seguida, Marko deixou a estrutura ao fim da temporada. Portanto, a liderança já havia passado por mudanças significativas.

Quero ser VIP
 

Ambiente interno gera preocupação crescente

Segundo o site f1-insider.com, Schack pediu demissão após mais de 20 anos na equipe. O veterano demonstrou insatisfação com “mudanças no ambiente de trabalho”. A decisão não ocorreu de forma isolada.

Esse contexto indica um clima cada vez mais delicado. Ou seja, o ambiente na garagem da Red Bull pode estar se deteriorando. Ainda assim, Laurent Mekies recebeu elogios pelo impacto inicial. No entanto, os resultados em 2026 ainda decepcionam.

Após três corridas, por exemplo, a equipe somou apenas 16 pontos. Como resultado, aparece empatada com a Alpine na sexta posição. Além disso, dois abandonos comprometeram a performance. Por isso, a equipe ainda não conseguiu um resultado com os dois carros pontuando.

Vale destacar que Schack fez parte da base da Red Bull desde a compra da Jaguar. Na sequência, ele atuou como mecânico-chefe de Sebastian Vettel. Mais recentemente, trabalhou como mecânico no carro de Verstappen. Ou seja, trata-se de um nome experiente dentro da estrutura.

Além dele, Matt Caller também deixou a equipe. Ele supervisionava todos os mecânicos do lado de Verstappen. Agora, seguirá para a Audi após seu último turno de trabalho.

Rotatividade atinge diversos setores

Enquanto isso, as mudanças não se limitam à pista. Diferentes áreas passam por reformulação. Quando Horner saiu, por exemplo, Oliver Hughes e Paul Smith também deixaram seus cargos.

Posteriormente, o início de 2026 trouxe novas saídas. Entre elas, Alice Hedworth, Joanna Fleet, Julia George e Simon Smith-Wright deixaram marketing e comunicação. Assim, a reestruturação se ampliou.

No lado técnico, Michael Manning deixou a equipe em dezembro. Vale lembrar que ele era um dos engenheiros mais valorizados por Verstappen. Em seguida, Tom Hart aceitou uma proposta da Williams e também sairá.

Apesar disso, Gianpiero Lambiase optou por permanecer. Inclusive, ele recusou a oportunidade oferecida por Adrian Newey para assumir um cargo de liderança na Aston Martin. Portanto, nem todos seguiram o mesmo caminho.

Mudanças levantam dúvidas sobre Verstappen

Diante desse cenário, surge uma questão inevitável. Afinal, esse nível de mudanças é apenas natural ou indica algo mais profundo? Ainda que parte das saídas seja comum na Fórmula 1, o volume recente chama atenção.

Além disso, quando comparada ao domínio entre 2021 e 2024, a equipe atual parece diferente. Dessa maneira, o ambiente interno pode influenciar decisões futuras. Por fim, não seria surpresa se esse contexto pesasse na insatisfação de Verstappen.

 

LS - www.autoracing.com.br

Tags
, , , , , , , , , , ,

ATENÇÃO: Comentários com textos ininteligíveis ou que faltem com respeito ao usuário não serão aprovados pelo moderador.