Red Bull admite “passo para trás” e busca respostas

terça-feira, 25 de agosto de 2026 às 9:52

Max Verstappen

A Red Bull deixou o GP da Holanda com mais dúvidas do que respostas. Depois de um fim de semana decepcionante em Zandvoort, Laurent Mekies admitiu que a equipe deu um “passo para trás” durante a pausa de verão da Fórmula 1.

A performance do RB22 ficou abaixo das expectativas. Max Verstappen sofreu um forte acidente na primeira volta da corrida. Felizmente, o tetracampeão saiu ileso.

Enquanto isso, Liam Lawson foi um dos poucos destaques positivos da Red Bull. Substituto do lesionado Isack Hadjar, o neozelandês apresentou uma atuação competitiva durante o fim de semana.

Verstappen terminou apenas em sexto na corrida curta. Depois, classificou-se em sétimo para a prova principal. No entanto, seu domingo acabou logo na primeira volta.

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Mekies reconhece queda de performance

Após a corrida de 72 voltas, Mekies classificou o fim de semana como difícil. Entretanto, antes de analisar o desempenho do carro, o chefe da Red Bull fez questão de destacar a condição de Verstappen.

“Primeiro de tudo, o mais importante é que Max está bem. Foi um acidente bastante forte. Portanto, estamos todos felizes por vê-lo sair do carro ileso. É isso que mais importa”, afirmou.

Na sequência, Mekies avaliou o ritmo do RB22. Nesse aspecto, o francês foi direto: a Red Bull não conseguiu esconder suas dificuldades.

“Em termos de performance, não há onde se esconder. Foi um fim de semana muito difícil”, acrescentou. “Parece que demos um pequeno passo para trás em comparação com o ponto em que estávamos antes da pausa de verão”.

Red Bull procura entender o problema

Apesar disso, existe uma ressalva importante. A Red Bull não conseguiu avaliar o verdadeiro ritmo de Verstappen em condições normais de corrida. Afinal, o acidente encerrou prematuramente a participação do piloto.

Consequentemente, a equipe ficou sem uma referência completa para avaliar o potencial do RB22 durante a prova. Da mesma forma, Lawson não teve a oportunidade de estabelecer uma comparação direta com Verstappen.

Portanto, Mekies prefere evitar conclusões definitivas sobre o ritmo de corrida apresentado em Zandvoort. Ainda assim, os sinais registrados durante o fim de semana foram preocupantes.

“É claro que nunca saberemos qual seria o ritmo real do carro na corrida com Max. Porém, é justo dizer que, sessão após sessão, tudo pareceu mais difícil do que em Budapeste, Spa ou Áustria”, explicou Mekies.

Por isso, a Red Bull terá bastante trabalho pela frente. Primeiro, a equipe precisa descobrir se seus rivais simplesmente foram mais eficientes no desenvolvimento dos carros durante a pausa.

Por outro lado, também existe a possibilidade de algum fator específico ter limitado o RB22 mais do que deveria em Zandvoort.

“Temos um trabalho difícil pela frente para nos reorganizarmos e descobrir se foi simplesmente a concorrência que fez um trabalho melhor ao atualizar o carro ou se algo nos limitou mais do que deveria em Zandvoort”, afirmou.

Monza será o próximo teste

Agora, a Red Bull terá duas semanas para analisar os dados do GP da Holanda. Nesse período, Mekies espera que a equipe consiga identificar as causas da queda de desempenho.

O francês quer uma resposta rápida antes do GP da Itália. Afinal, Monza exigirá uma compreensão clara do comportamento do RB22.

“Esse será o nosso trabalho nas próximas duas semanas antes de lutarmos novamente em Monza, todos juntos”, concluiu Mekies.

 

LS - www.autoracing.com.br

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