Ralf Schumacher questiona liderança da Aston Martin
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026 às 9:22
Aston Martin
Ralf Schumacher, ex-piloto de Fórmula 1, voltou a criticar a estrutura da Aston Martin. Desta vez, ele questionou diretamente o modelo de liderança adotado por Lawrence Stroll.
Além disso, o alemão afirmou que a pressão crescente pode revelar problemas mais profundos na operação baseada em Silverstone. Portanto, o alerta não se limita à performance em pista. Ele envolve também a gestão e o ambiente interno.
Durante participação no podcast Backstage Boxengasse, Schumacher avaliou o momento da equipe. Segundo ele, o início da temporada 2026 tende a ser difícil. E diante da pré-temporada fraca, esse cenário parece cada vez mais provável.

Ritmo fraco e dúvidas técnicas preocupam
No inverno europeu, o discurso era otimista. Afinal, a chegada do renomado projetista Adrian Newey alimentou grandes expectativas. Além disso, o investimento em infraestrutura reforçou a narrativa de salto competitivo.
Entretanto, a pista contou outra história. Faltou velocidade. Ao mesmo tempo, surgiram problemas de confiabilidade. Como consequência, a equipe completou menos voltas que boa parte do grid.
Até agora, o carro não demonstrou ritmo suficiente para brigar na frente sob o novo regulamento da F1. Por isso, Schumacher acredita que a crise vai além do cronômetro.
“Nem sempre fomos os maiores apoiadores do projeto”, iniciou. Em seguida, ele apontou o estilo de comando de Stroll. Segundo o alemão, o proprietário adota uma postura reservada e concede poucas entrevistas. Portanto, mantém distância do debate público.
Ainda assim, Schumacher destacou que resultados consistentes ainda não sustentam essa abordagem. Além disso, relembrou declarações anteriores de Newey sobre atraso no túnel de vento, limitações do carro e fraquezas na unidade de potência.
Diante desse quadro, ele foi incisivo: “Não poderia ser pior. Eu me pergunto se conseguirão terminar as corridas no início da temporada”.
Pressão política cresce nos bastidores
Ao mesmo tempo, a pressão interna tende a aumentar. Para Schumacher, Stroll centraliza decisões e age de forma autocrática.
Consequentemente, investidores podem intensificar a cobrança caso os resultados não apareçam rapidamente. “A pressão é enorme”, afirmou. “Quero ver se ele resistirá”.
Além disso, o momento é delicado porque a equipe investiu pesado em fábrica, túnel de vento e reforço técnico. Mesmo assim, o progresso parece estagnado. “É um começo dramático”, resumiu.
Apesar das críticas, Schumacher ponderou. Ele reconheceu que Stroll tomou decisões importantes no passado. Portanto, defendeu que o projeto receba tempo. Inclusive, ressaltou que Newey também precisa desse prazo para implementar mudanças estruturais.
Alonso e Lance ampliam tensão interna
Enquanto isso, a dupla formada por Fernando Alonso e Lance Stroll adiciona mais pressão ao cenário.
Alonso chegou com ambição de disputar vitórias. No entanto, demonstra frustração crescente no paddock. Além disso, 2026 pode marcar sua última temporada na categoria, o que naturalmente eleva a tensão.
Por outro lado, Lance segue sob escrutínio devido ao desempenho irregular. Segundo Schumacher, discussões internas já ocorreram. Portanto, o risco de desgaste no ambiente é real.
“Eles precisam evitar se destruir internamente”, alertou. “Esse será um enorme teste de paciência”.
O ex-piloto afirmou que Newey também demonstra decepção com a situação atual. O engenheiro imaginava um projeto mais competitivo. Porém, encontrou obstáculos técnicos significativos logo no início.
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