Ralf Schumacher ataca Ferrari no debate da taxa de compressão
domingo, 1 de fevereiro de 2026 às 16:20Ralf Schumacher afirmou que a Ferrari não tem direito de reclamar da polêmica sobre a taxa de compressão dos motores. O ex-piloto citou diretamente o episódio de 2019, quando a unidade de potência da equipe italiana entrou no radar da FIA.
Nas últimas semanas, o debate ganhou força por causa de uma zona cinzenta do regulamento de 2026. Segundo informações do paddock, a Mercedes encontrou uma brecha ligada à forma como a FIA realiza os testes. Hoje, os fiscais avaliam a taxa de compressão com o motor frio e em condição estática.
Esse cenário abre espaço para contornar o limite técnico. Na prática, a solução permitiria reduzir a taxa de compressão de 18:1 para 16:1. No papel, isso gera um ganho relevante de potência. Em pistas sensíveis à força do motor, a vantagem pode ser ainda maior.
Durante participação no podcast Backstage Boxengasse, Schumacher defendeu a legalidade da interpretação. Para ele, explorar áreas cinzentas sempre fez parte da Fórmula 1.
“Isso não é injusto. Isso é simplesmente o que a F1 sempre foi — as chamadas áreas cinzentas. Cinco engenheiros tentam impedir que dois mil outros encontrem uma ideia melhor dentro do regulamento. Isso sempre foi a F1. E é exatamente por isso que, sempre que um novo conjunto de regras entra em vigor, surgem equipes — inclusive na parte aerodinâmica — que conseguem criar uma vantagem. Eu realmente gosto disso, desde que tudo esteja esclarecido.”

Caso de 2019 enfraquece posição da Ferrari
Ao avançar na análise, Schumacher foi ainda mais direto. O alemão colocou a Ferrari no topo da lista das equipes sem moral para protestar. Ele lembrou, então, o caso do motor da SF90, em 2019, que terminou em um acordo confidencial com a FIA no ano seguinte e derrubou o desempenho da SF1000.
“A Ferrari, mais do que qualquer outra equipe, deveria fechar a boca. Eu me lembro de uma época em que o combustível vinha de um lugar de onde não deveria vir. Eles realmente deveriam baixar a cabeça e trabalhar. Não é como se alguém tivesse impedido eles de terem essa mesma ideia.”
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