Quem deu mais prejuízo em 2026: Leclerc ou Verstappen?

terça-feira, 8 de setembro de 2026 às 15:33

Os acidentes de Leclerc e Verstappen podem ter causado, juntos, mais de US$ 4 milhões em prejuízos em 2026.

Charles Leclerc e Max Verstappen já provocaram milhões de dólares em prejuízos para Ferrari e Red Bull na temporada de 2026. Porém, qual dos dois acumulou a maior conta até agora?

Os acidentes de Leclerc custaram à Ferrari aproximadamente US$ 1,9 milhão em reparos. Enquanto isso, uma estimativa baseada nos danos sofridos pelo RB22 coloca a conta de Verstappen entre US$ 2 milhões e US$ 2,8 milhões.

Portanto, o holandês provavelmente deu mais prejuízo. Um cálculo intermediário indica aproximadamente US$ 2,4 milhões em reparos no carro de Verstappen. Contudo, a Red Bull não divulga os valores exatos.

As equipes também não revelam quanto pagam por cada componente. Assim, os cálculos consideram os danos visíveis e estimativas públicas dos custos de asas, suspensão, assoalho, câmbio e chassi.

A comparação não pretende discutir a culpa dos pilotos por cada acidente. O critério considera apenas as batidas nas quais Leclerc e Verstappen atingiram barreiras ou muros sem terem sido abalroados ou diretamente provocados por outro competidor. Portanto, entram na conta todos os acidentes que eles sofreram “sozinhos”, independentemente das circunstâncias que levaram à perda do carro.

Leclerc já custou US$ 1,9 milhão à Ferrari

A sequência de prejuízos de Leclerc começou em Miami. Na última volta, ele perdeu o controle enquanto disputava uma posição importante e tocou no muro.

O impacto danificou significativamente o SF-26, que passou a apresentar dificuldades para virar à direita. Mesmo assim, Leclerc continuou na pista.

Posteriormente, os comissários aplicaram uma punição de 20 segundos e o derrubaram para o oitavo lugar. O próprio piloto reconheceu que havia cometido um erro inaceitável.

Depois, Leclerc bateu durante o Q3 em Mônaco. Na corrida, sofreu outro acidente quando lutava por um lugar no pódio.

Em Barcelona, uma nova batida na classificação antecedeu seu abandono do GP por causa de um problema mecânico. Embora a classificação oficial o considere finalizador, ele não recebeu a bandeirada.

Esses acidentes obrigaram a Ferrari a substituir asas, componentes de suspensão, partes do assoalho e diversos elementos aerodinâmicos.

Entretanto, nenhum deles provocou um prejuízo tão grande quanto a batida sofrida no GP da Itália.

Monza teve o segundo acidente mais caro de Leclerc

Leclerc perdeu o controle do SF-26 ao acelerar na curva Parabólica. O carro atravessou a brita em alta velocidade e atingiu violentamente a barreira de pneus.

O impacto de 60G destruiu grande parte da Ferrari e provocou a bandeira vermelha no início da corrida. Além disso, os fiscais precisaram reparar a barreira antes da relargada.

Pouco antes, Leclerc havia tocado em Lewis Hamilton na primeira chicane. O britânico caiu seis posições e precisou iniciar uma recuperação pelo pelotão.

Com Leclerc fora e Hamilton prejudicado, a Ferrari terminou sua corrida em casa com apenas o sexto lugar do heptacampeão. Consequentemente, o prejuízo não ficou restrito ao custo dos reparos.

A equipe também perdeu pontos importantes nos dois campeonatos durante uma etapa na qual esperava lutar pela vitória.

Após Monza, a conta de acidentes de Leclerc chegou a aproximadamente US$ 1,888 milhão. O valor faz dele um dos pilotos mais caros para sua equipe em 2026.

Verstappen bateu forte quatro vezes

Verstappen também acumulou uma sequência de acidentes caros. O primeiro ocorreu durante o Q1 na Austrália. O carro atingiu as barreiras da curva 1 e sequer conseguiu registrar uma volta.

Como resultado, largou da última posição. Apesar disso, recuperou-se durante a corrida e terminou em sexto.

Na Áustria, o holandês voltou a bater durante a classificação. Ele perdeu o RB22 na curva 9 e atingiu o muro em alta velocidade.

O acidente danificou a asa, o assoalho e componentes da suspensão. Além do prejuízo material, Verstappen também comprometeu sua posição no grid.

Logo depois, no GP da Grã-Bretanha, ele sofreu outra forte batida enquanto disputava um lugar no pódio. O carro rodou em Stowe e saiu da pista em alta velocidade.

Finalmente, o RB22 foi destruído diante de sua torcida em Zandvoort.

Zandvoort deixou o RB22 praticamente destruído

O acidente mais caro de Verstappen aconteceu logo na primeira volta do GP da Holanda. Ele perdeu o controle na saída da última curva e atingiu o muro duas vezes.

Uma das rodas se soltou, enquanto vários destroços ficaram espalhados pela pista. Por isso, a direção de prova interrompeu a corrida com bandeira vermelha.

A Red Bull precisou substituir asas, suspensão, partes do assoalho e diversos componentes da região traseira. Além disso, o impacto pode ter comprometido o câmbio e outros elementos internos.

Somente essa batida pode ter custado entre US$ 800 mil e US$ 1,1 milhão.

Antes disso, Verstappen também havia rodado em Miami e durante a classificação na Hungria. Contudo, esses dois erros aparentemente provocaram danos muito pequenos e não entram na estimativa principal.

Assim, a conta considera apenas os quatro acidentes mais relevantes: Austrália, Áustria, Grã-Bretanha e Holanda.

Prejuízo de Verstappen pode chegar a US$ 2,8 milhões

Sem acesso à contabilidade da Red Bull, qualquer número precisa ser tratado como uma estimativa. Mesmo assim, os danos visíveis permitem estabelecer uma faixa razoável.

A batida da Austrália pode ter custado entre US$ 350 mil e US$ 500 mil. Já o acidente na Áustria provavelmente gerou uma despesa de US$ 400 mil a US$ 600 mil.

Em Silverstone, os danos podem ter ficado entre US$ 400 mil e US$ 650 mil. Por fim, Zandvoort provavelmente custou de US$ 800 mil a US$ 1,1 milhão.

Somados, os quatro acidentes representam um prejuízo estimado entre US$ 1,950 milhão e US$ 2,850 milhões.

Como os valores extremos dependem de componentes internos que não aparecem nas imagens, a estimativa mais equilibrada fica próxima de US$ 2,4 milhões.

Nesse cenário, os acidentes de Verstappen teria custado cerca de US$ 500 mil a mais do que Leclerc às respectivas equipes.

Porém, as faixas possuem margem de sobreposição. Portanto, não é possível declarar o resultado com precisão contábil.

Stroll ajuda a dimensionar as duas contas

O acidente de Lance Stroll em Mônaco ajuda a mostrar a dimensão dos prejuízos acumulados por Leclerc e Verstappen.

A batida do canadense custou aproximadamente US$ 375 mil à Aston Martin. Esse valor representa menos de um quinto da conta de Leclerc e uma parcela ainda menor da estimativa atribuída a Verstappen.

Apesar de ter se tornado o primeiro piloto a acumular 100 eliminações no Q1 e de ainda não ter pontuado em 2026, Stroll aparece abaixo dos dois nesse ranking específico.

Leclerc e Verstappen, portanto, formam uma categoria própria entre os pilotos de ponta que mais destruíram equipamentos nesta temporada.

Hamilton contrasta com Leclerc na Ferrari

A comparação entre os pilotos da Ferrari torna a situação de Leclerc ainda mais delicada. Hamilton é o único nome do grid que completou todas as voltas de corrida em 2026.

Enquanto isso, Leclerc deixou de cruzar a linha de chegada em três ocasiões. Seus erros também custaram oportunidades importantes em Miami, Mônaco e Monza.

Depois do GP da Itália, a diferença entre os dois aumentou para 36 pontos. Hamilton está 76 pontos atrás do líder Kimi Antonelli, enquanto Leclerc ocupa a quinta colocação, 112 pontos atrás.

Além disso, a Ferrari aparece 87 pontos atrás da Mercedes no Campeonato de Construtores.

Portanto, os acidentes não representam apenas gastos com peças. Eles também interferem diretamente na disputa dos campeonatos.

Leclerc ainda precisa passar por novos exames

A batida de Leclerc em Monza também provocou consequências físicas. O monegasco revelou que perdeu momentaneamente a nitidez da visão no olho direito após o impacto.

“Eu não estava enxergando bem com o olho direito, mas agora está tudo certo. Era essa a minha maior preocupação ao sair do carro”, explicou.

Leclerc também confirmou que passaria por novos exames antes de receber autorização para disputar o GP da Espanha em Madri.

“Deve dar tudo certo, mas é melhor prevenir do que remediar”, acrescentou.

Apesar da violência do acidente, ele deixou o carro sem ajuda. Entretanto, a Ferrari ainda aguarda sua liberação médica definitiva.

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Afinal, quem deu mais prejuízo?

Considerando os valores disponíveis, Leclerc provocou aproximadamente US$ 1,888 milhão em danos. Já a conta de Verstappen provavelmente está entre US$ 2 milhões e US$ 2,8 milhões.

Consequentemente, o piloto da Red Bull aparece como o provável líder dessa disputa, com uma estimativa central próxima de US$ 2,4 milhões.

Juntos, os dois podem ter causado mais de US$ 4 milhões em prejuízos durante apenas 13 etapas.

As equipes mantêm peças sobressalentes e reservam parte do orçamento para acidentes. Entretanto, cada componente adicional exige materiais, pessoal e horas de fabricação.

Esses recursos poderiam apoiar novas atualizações dentro do limite orçamentário de US$ 215 milhões. Assim, os erros também afetam a corrida pelo desenvolvimento.

Ferrari e Red Bull tentam diminuir a vantagem da Mercedes. Porém, além de encontrar desempenho, agora precisam recuperar parte do dinheiro e do tempo perdidos com os acidentes de seus principais pilotos.

AS - www.autoracing.com.br

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