Queima de combustível pode ser a chave para carregar a bateria na F1
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026 às 13:27
Matt Harman
Queima de combustível para carregar a bateria na F1 em 2026
O diretor técnico de engenharia da Williams trouxe revelações importantes sobre o futuro da categoria. Segundo ele, queimar mais combustível pode ser a chave para carregar bem a bateria na nova F1. O engenheiro explicou as opções disponíveis para as equipes garantirem a energia elétrica necessária em uma volta completa. Matt Harman acredita que essa questão é crucial e pode se tornar um tema complexo nos bastidores. O motor elétrico das novas unidades de potência quase triplicou sua força. Ele passou de 120 kw para 350 kw, mas a bateria cresceu pouco em comparação ao modelo de 2025.
Devido a essas premissas, a energia disponível pode não bastar para percorrer uma volta inteira. Por esse motivo, a FIA desenvolveu a aerodinâmica ativa para reduzir o arrasto dos carros. Entretanto, essa mudança provavelmente não será suficiente para conservar a eletricidade em muitas pistas. As equipes agora buscam soluções inovadoras para evitar a perda de potência no meio das retas. Matt Harman falou sobre o assunto durante o lançamento da pintura do FW48. Ele afirmou que ouviremos os motores de combustão interna gritando mesmo nas curvas. Essa ação visa usar o combustível extra para recarregar o sistema elétrico.
A recuperação de energia neste novo carro será um desafio imenso. Harman explicou que a aerodinâmica ativa existe para ajudar nesse processo de maximização. Além disso, os pilotos devem usar marchas muito mais baixas do que estamos acostumados a ver. Atualmente, um competidor raramente utiliza a primeira marcha em circuitos convencionais. A partir de agora, isso pode acontecer com frequência para favorecer a recarga em momentos cruciais. Essa mudança gera novos problemas de estabilidade do carro que a equipe precisa controlar.
Integração e desafios técnicos na unidade de potência
Existem muitos elementos que a engenharia precisa analisar detalhadamente agora. Essa é uma característica específica do regulamento atual e exigirá adaptação dos pilotos. Harman confirmou que a Williams busca promover a recuperação máxima de energia de todas as formas possíveis. Ele insinuou que as equipes vão levar os motores à rotação máxima em algumas curvas. O objetivo é aumentar a potência elétrica disponível para o restante da pista.
Angelos Tsiaparas, chefe de engenharia de pista da Williams, também comentou o cenário. Ele comparou o sistema a um carro híbrido de rua comum. Em um veículo com potências térmica e elétrica iguais, não é preciso frear para recuperar energia. O motor elétrico pode entrar em torque negativo a qualquer momento do percurso. Assim, o sistema queima combustível efetivamente para gerar eletricidade para as células da bateria. Esse processo já ocorre nos regulamentos atuais, portanto não é algo totalmente inédito.
Contudo, o componente elétrico será muito maior a partir de agora. Como ele é três vezes mais potente, essas estratégias de queima se tornarão fundamentais. Harman explicou que a integração entre o motor e o chassi determinará o sucesso. Se uma equipe tiver uma integração perfeita, ela estará no topo da otimização. Por outro lado, UPs com dificuldades exigirão que o piloto mude drasticamente seu estilo de pilotagem. O desempenho de cada subsistema individual será o principal fator de performance nas pistas. Estamos descobrindo detalhes novos diariamente e o processo é muito empolgante para todos os envolvidos.
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