Mercedes acha que identificou problema no software de Russell
quinta-feira, 23 de julho de 2026 às 14:10
George Russell
A Mercedes acredita ter encontrado a possível falha no software de Russell que afetou o gerenciamento da unidade de potência. Entretanto, ainda precisa validar a correção na pista.
O problema prejudicou George Russell entre Silverstone e Spa-Francorchamps. Porém, sua saída prematura do GP da Bélgica, ainda na primeira volta, impediu uma avaliação completa.
Portanto, o britânico precisará esperar até o GP da Itália, em Monza. Somente lá a Mercedes saberá se realmente identificou a causa das anomalias.
Russell reclamou repetidamente da falta de desempenho nas retas. Além disso, as comparações de telemetria com Kimi Antonelli confirmaram a diferença entre os dois carros.
Inicialmente, a Mercedes descartou tanto uma perda de potência quanto qualquer déficit de velocidade máxima. Desde o começo, porém, a situação parecia muito mais complexa.
No primeiro setor de Spa, Russell registrava tempos semelhantes aos de Antonelli. Esse trecho começa na La Source e termina na zona de frenagem para Les Combes.
Consequentemente, os dados não apontavam para uma simples perda de potência. Afinal, um déficit constante também deveria aparecer naquela parte da volta.
Mercedes encontra anomalia no gerenciamento da UP
Somente depois da classificação a Mercedes conseguiu restringir a busca. Então, a equipe identificou o software como a provável origem da anomalia.
No entanto, Russell abandonou a corrida poucas curvas após a largada. Por isso, a Mercedes não conseguiu confirmar se sua hipótese estava correta.
Os engenheiros encontraram a possível causa nas entranhas do código responsável pelo gerenciamento da UP. Tratava-se de uma anomalia sutil e difícil de detectar.
Além disso, a falha exigiu profundas análises até que os técnicos compreendessem completamente seu comportamento.
Basicamente, o software liberava a energia elétrica cedo demais. Dessa forma, o sistema utilizava uma quantidade excessiva durante a primeira parte da volta.
O resultado era um desequilíbrio na distribuição da energia. O ganho obtido inicialmente precisava ser compensado nos setores finais.
Nesse momento, Russell esperava ainda contar com assistência elétrica. Contudo, a bateria já não tinha energia suficiente para manter a entrega planejada.
A situação ficou mais evidente no veloz setor final de Spa. Ali, o piloto da Mercedes perdia a potência elétrica rapidamente.
Estilo de Russell pode ter ampliado o problema
A fábrica de motores da Mercedes em Brixworth já implementou uma correção no software. Entretanto, a nova versão ainda precisa passar por um teste real na pista.
Alguns integrantes da equipe acreditam que o estilo de pilotagem de Russell também teve uma participação no problema. Nesse caso, suas características teriam ampliado os efeitos da anomalia.
Andrea Stella explicou recentemente como funciona a atual lógica adaptativa das UPs da Mercedes. Segundo o chefe da McLaren, o sistema aprende gradualmente os hábitos de cada piloto.
Assim, o software ajusta o gerenciamento da energia com base no estilo de pilotagem. Esse processo considera a maneira como o piloto acelera, freia, recupera e utiliza a potência elétrica.
Na presença de uma falha, porém, a lógica adaptativa pode intensificar o comportamento indesejado. Portanto, o sistema passa a ampliar uma anomalia já existente no código.
Ainda assim, a Mercedes acredita ter encontrado a causa principal. Por isso, não considera necessário substituir a unidade de potência.
A equipe também não pretende “amenizar” a agressividade na utilização da bateria. Toto Wolff não quer que isso aconteça de maneira alguma.
Quero ser VIPMonza será o verdadeiro teste para a Mercedes
Apesar da confiança dos engenheiros, a confirmação deverá ocorrer apenas no GP da Itália. Afinal, Monza apresenta as condições ideais para avaliar a correção.
Nem Hungaroring nem Zandvoort são pistas de potência como Silverstone e Spa. Consequentemente, esses circuitos não reproduzem adequadamente as circunstâncias que revelaram o problema.
Para Russell, o circuito de Hungaroring provavelmente não apresentará grandes dificuldades relacionadas à anomalia. A potência nas retas tem um impacto pequeno no tempo de volta no circuito húngaro.
Dessa forma, o britânico poderá encarar o fim de semana sem a preocupação constante de estar em desvantagem nas retas.
Porém, a verdadeira resposta virá apenas em Monza. Se a distribuição elétrica permanecer equilibrada durante toda a volta, a Mercedes terá confirmado que corrigiu o software.
bateria da F1, george russell, gerenciamento de energia, gp da belgica, gp da italia, Kimi Antonelli, mercedes, monza, software da Mercedes, spa francorchamps, telemetria, unidade de potencia
ATENÇÃO: Comentários com textos ininteligíveis ou que faltem com respeito ao usuário não serão aprovados pelo moderador.