Pneus indicam corrida de uma parada no GP do Japão
sexta-feira, 27 de março de 2026 às 12:10Oscar Piastri terminou a sexta-feira como o piloto mais rápido do GP do Japão após liderar o segundo treino livre em Suzuka. Enquanto isso, George Russell havia sido o mais veloz na sessão de abertura, em um dia marcado por condições estáveis e forte uso dos três compostos.
Logo cedo, a primeira sessão aconteceu sob sol e com temperatura de pista próxima dos 38°C. Nesse cenário, a maioria dos pilotos iniciou com stints curtos antes de migrar para simulações mais longas. Além disso, os compostos C1, C2 e C3 apareceram ao longo de toda a atividade.
Russell lidera TL1 com foco em stints longos
Ao final do primeiro treino, Russell registrou 1min31s666 e garantiu a melhor marca. Ainda assim, o tempo ficou cerca de 3s1 mais lento do que o melhor registro da manhã de sexta-feira em 2025.
Por outro lado, o comportamento dos pneus indicou um cenário estratégico aberto. Até o momento, as projeções apontam para o uso dos três compostos na corrida, o que amplia as possibilidades para as equipes.

Piastri reage e dita o ritmo no TL2
Já na segunda sessão, novamente com clima estável e pista chegando a 38°C, Piastri assumiu o protagonismo. O piloto da equipe McLaren cravou 1min30s133 com o composto C3 e liderou a atividade.
Logo atrás, a equipe Mercedes colocou Kimi Antonelli em segundo e Russell em terceiro. Enquanto isso, os três primeiros colocados utilizaram apenas os compostos C2 e C3, seguindo a preferência da maioria do grid.
Ainda assim, houve variações estratégicas. Os pilotos da equipe Red Bull, junto com Carlos Sainz, Nico Hulkenberg, Pierre Gasly e Sergio Pérez, também recorreram ao composto C1 durante a sessão da tarde.
Pirelli aponta tendência de uma parada
Após as atividades, Simone Berra, chefe de engenharia da Pirelli, analisou o comportamento dos pneus em Suzuka. Segundo ele, o novo asfalto dos setores finais influenciou diretamente na degradação.
“Como é bem sabido, este ano foi concluída a renovação do asfalto dos dois últimos setores do circuito de Suzuka. O novo asfalto é, no geral, mais liso do que a superfície colocada em 2025, mas ainda oferece uma boa aderência”, explicou.
Além disso, ele destacou que a menor rugosidade ajudou a controlar o desgaste. “Essa menor rugosidade certamente ajudou a manter a degradação dos pneus sob controle, sem que a granulação tenha tido até agora um impacto significativo.”
Dessa forma, a tendência é clara para a corrida. “Os três compostos podem, portanto, ser utilizados para construir estratégias de corrida que quase certamente serão de uma única parada.”
Por outro lado, o composto macio ainda gera dúvidas. “O macio, embora capaz de proporcionar maior aderência, é a opção sobre a qual as equipes têm atualmente menos dados”, afirmou.
Estratégias variam entre as equipes
Entre as escolhas do dia, a equipe McLaren chamou atenção por não testar o composto duro. Segundo Berra, isso pode indicar uma estratégia voltada para preservar jogos novos para a corrida.
“É uma escolha peculiar, talvez com o objetivo de preservar os dois jogos de C1 para domingo, garantindo um novo conjunto disponível em caso de neutralização”, comentou.
Enquanto isso, as demais equipes testaram o composto mais duro e tiveram respostas positivas. “Ele poderá, portanto, ser uma das opções possíveis para a largada da corrida, proporcionando um primeiro stint consistente sem comprometer a performance.”
A classificação acontece no sábado, às 15h no horário local, com previsão de condições semelhantes às desta sexta-feira.
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