Pirelli prevê mais estratégias variadas na F1 2026
sexta-feira, 24 de abril de 2026 às 16:00
Fórmula 1 China 2026
A Pirelli espera uma mudança clara no cenário estratégico da Fórmula 1 ao longo de 2026. Inicialmente, as corridas foram dominadas por apenas uma parada. No entanto, a fornecedora acredita que o desenvolvimento dos carros deve alterar esse panorama de forma progressiva.
O diretor de automobilismo da marca, Mario Isola, indicou que essa tendência atual não deve se manter por muito tempo. Além disso, ele destacou que a evolução natural das equipes vai pressionar mais os pneus e, consequentemente, ampliar as opções estratégicas.
“Em algum momento, veremos mais diversidade nas estratégias novamente”, afirmou.
Desenvolvimento dos pneus trouxe desafios
Para esta temporada, a Pirelli precisou projetar seus compostos com base em dados estimados. Por isso, o processo se tornou mais complexo, especialmente por causa das novas regras técnicas.
“Pedimos dados a todas as equipes. Queríamos entender onde está o limite superior dos novos carros”, explicou Isola.
Ainda assim, os primeiros dados coletados nas corridas indicam que a abordagem pode ter sido conservadora. Até agora, a maioria dos pilotos completa as provas com apenas uma parada sem grandes dificuldades. Portanto, o desgaste real ainda não força mudanças estratégicas.
Além disso, Isola destacou que o desenvolvimento ocorreu com limitações importantes. Por exemplo, os testes utilizaram carros adaptados de gerações anteriores, conhecidos como carros mula.
“O desenvolvimento não foi fácil. Tivemos apenas os carros mula”, disse.
Com os carros atuais, porém, o comportamento mudou de forma relevante. A introdução da aerodinâmica ativa alterou os pontos críticos das pistas.
“Os carros reais têm aerodinâmica ativa. Agora não são as retas, mas outras partes do circuito que se tornam o fator limitante”, explicou.
Menor aderência influencia desempenho
Ao mesmo tempo, outro fator importante envolve o nível de aderência. Segundo a Pirelli, os pilotos enfrentam menos grip do que o esperado neste início de temporada.
“Os pilotos têm aproximadamente dez por cento menos aderência disponível”, revelou Isola.
Essa redução ocorre devido à menor carga aerodinâmica e, além disso, ao uso de pneus mais estreitos. Como resultado, o ritmo de corrida ainda não exige tanto dos compostos quanto o previsto inicialmente.
Evolução dos carros deve mudar estratégias
Por outro lado, a expectativa é de uma evolução rápida ao longo do campeonato. À medida que as equipes desenvolvem seus carros, o estresse sobre os pneus deve aumentar de forma significativa.
“Em algum momento, os engenheiros vão encontrar formas mais eficientes de carregar as baterias. Então os pilotos poderão forçar mais nas curvas novamente”, afirmou Isola.
Com isso, a estratégia tende a ganhar mais importância nas corridas. Além disso, a diferença entre uma e duas paradas pode diminuir, o que deve ampliar as possibilidades táticas ao longo das provas.
“O objetivo é minimizar a diferença entre estratégias de uma e duas paradas”, concluiu.