Pirelli explica estratégia de Verstappen na pole da Sprint

sexta-feira, 9 de outubro de 2026 às 16:15

Max Verstappen

Max Verstappen conquistou a pole position da Sprint do GP de Singapura com apenas uma volta rápida usando um jogo novo de pneus macios nos minutos finais do SQ3. Com isso, o holandês marcou 1min31s156 e superou George Russell, que registrou 1min31s276 após duas tentativas com o mesmo jogo de pneus.

Charles Leclerc completou os três primeiros. Assim como Russell, o piloto da Ferrari fez duas voltas rápidas com os pneus novos e alcançou sua melhor marca na segunda tentativa. No entanto, os dois adotaram estratégias diferentes para preparar os compostos, enquanto Verstappen precisou de apenas uma volta lançada para garantir a pole.

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Russell também liderou o TL1, com o tempo de 1min32s274 usando o C5, o composto mais macio da gama disponível. Logo atrás, Leclerc ficou em segundo, seguido por Lando Norris. Os três registraram suas melhores marcas com esse pneu.

Verstappen, por sua vez, terminou em P6 e foi o mais rápido entre os pilotos que marcaram seus melhores tempos com pneus médios. Já Nico Hülkenberg foi o único a registrar sua melhor volta com os pneus duros.

O composto C3 também teve participação importante no primeiro treino. Afinal, todos os 20 pilotos utilizaram os pneus duros durante a primeira hora de atividades, enquanto a pista ainda ganhava aderência com o depósito de borracha.

Como Singapura tem um circuito de rua, a evolução da superfície foi significativa, sobretudo na trajetória ideal. Além disso, o formato Sprint levou as equipes a priorizar simulações de classificação. Dessa forma, elas dedicaram menos tempo à avaliação do ritmo de corrida.

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Aquecimento dos pneus fez a diferença

Simone Berra, engenheiro-chefe da Pirelli, destacou a rápida evolução da pista e explicou como o aquecimento dos pneus influenciou o desempenho das equipes. Segundo ele, a superfície ainda pouco emborrachada e os baixos níveis de energia dificultaram a preparação dos compostos para alguns pilotos.

“A pista evoluiu bastante desde a primeira sessão. Portanto, se continuar melhorando nesse ritmo, os tempos de volta de amanhã poderão ser ainda mais rápidos do que prevíamos inicialmente”, afirmou Berra.

O engenheiro explicou que algumas equipes conseguiram levar os pneus rapidamente à janela ideal de funcionamento. Assim, puderam atacar desde a primeira volta rápida. Outras, porém, tiveram mais dificuldade para atingir a temperatura correta.

Além disso, Berra ressaltou que as temperaturas moderadas e a degradação limitada favoreceram o trabalho em volta única. Nesse cenário, a classificação ganhou mais importância do que a gestão dos pneus durante uma sequência longa de voltas.

Diferença entre os compostos ficou dentro do esperado

A Pirelli mediu uma diferença de aproximadamente oito a nove décimos de segundo entre os compostos C4 e C5. Dessa maneira, o resultado ficou dentro das expectativas da fabricante.

Ao mesmo tempo, as diferentes estratégias de preparação mostraram como cada equipe pode explorar os pneus de maneiras distintas. Nesse contexto, o equilíbrio do carro e a capacidade de aquecer rapidamente os pneus dianteiros foram fatores decisivos para o desempenho na classificação.

“Cada equipe e cada piloto adotaram estratégias diferentes para preparar as voltas e resfriar os pneus, sempre tentando extrair o melhor tempo possível. Isso mostra como os carros e os estilos de pilotagem variam e, consequentemente, podem exigir abordagens distintas para aproveitar todo o potencial do C5”, explicou Berra.

Pirelli prevê estratégias diferentes na Sprint

Para a corrida curta de sábado, a fabricante considera que tanto os pneus médios quanto os macios podem funcionar bem. Por isso, as equipes poderão escolher caminhos diferentes, o que tende a acrescentar um elemento estratégico à disputa.

Como a degradação permanece limitada, o aquecimento dos compostos deve ter papel importante na escolha. Além disso, cada equipe precisará avaliar as condições da pista e a capacidade do carro de manter os pneus na faixa ideal de funcionamento.

Assim, a decisão entre médios e macios poderá influenciar o desempenho ao longo da Sprint e abrir espaço para estratégias distintas entre os concorrentes.

EB - www.autoracing.com.br

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