Pierre Gasly critica efeito solo e alerta para riscos físicos

sábado, 3 de janeiro de 2026 às 11:30

Alpine

Pierre Gasly fez uma crítica direta ao conceito de efeito solo adotado pela Fórmula 1 desde 2022. Segundo o francês, os quiques constantes provocados pelos carros afetaram a saúde dos pilotos ao longo de todo o ciclo técnico. Além disso, ele acredita que os níveis de vibração ultrapassaram o limite aceitável para a elite do automobilismo.

Gasly diz que os quiques não eram sustentáveis para a carreira dos pilotos

Com o fim do pacote técnico ao final de 2025, muitos pilotos avaliaram essa era de forma negativa. Entretanto, Gasly foi além ao destacar o impacto físico: “A quantidade de quiques nunca nos deixou felizes.”

Ele explicou que os carros precisam rodar muito próximos ao asfalto para gerar carga aerodinâmica. Porém, isso trouxe consequências claras: “Para nossas costas, foi pesado. Não é sustentável por uma carreira inteira.”

Assim, o piloto aprovou a mudança de direção aerodinâmica prevista para 2026. Portanto, ele enxerga o novo regulamento como um alívio.

Quero ser VIP

Quiques marcaram toda a era do efeito solo

Desde a estreia dessa geração em 2022, os quiques viraram pauta permanente. Mesmo com evoluções técnicas, o fenômeno nunca desapareceu totalmente. Além disso, vários pilotos relataram dores e fadiga.

Max Verstappen e Oliver Bearman, por exemplo, criticaram publicamente a situação.

Entretanto, o caso mais emblemático ocorreu no Grande Prêmio do Azerbaijão de 2022. Na ocasião, Lewis Hamilton afirmou: “Eu estava rezando para a corrida terminar.”

Depois disso, o heptacampeão deixou o carro com dificuldade. Ou seja, o desgaste físico atingiu o limite.

FIA admite erro de avaliação no regulamento

Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da FIA, reconheceu que os quiques foram um efeito subestimado durante o desenvolvimento do regulamento.

Além disso, embora o pacote técnico de 2026 reduza a dependência do solo, Tombazis alertou: o problema pode não desaparecer por completo.

Portanto, ainda existe um risco residual.

A questão ultrapassa a performance

Para Gasly, a discussão vai além da busca por performance. Ela toca na integridade física dos pilotos.

Desse modo, eles conviveram com compressão repetitiva na coluna, impactos constantes e tensão muscular prolongada.

Além disso, o ciclo se estendeu por quatro temporadas. Consequentemente, os efeitos tendem a se acumular.

2026 define um novo limite entre velocidade e saúde

Com o novo regulamento, a Fórmula 1 tenta reduzir o impacto dos quiques. Entretanto, as equipes continuarão explorando cada detalhe aerodinâmico. Assim, surge uma questão essencial: Qual é o limite entre desempenho e segurança?

Por fim, o alerta de Pierre Gasly deixa claro: o efeito solo trouxe velocidade — porém, cobrou um preço físico alto.

EB - www.autoracing.com.br

Tags
, , , , , , , , , , ,

ATENÇÃO: Comentários com textos ininteligíveis ou que faltem com respeito ao usuário não serão aprovados pelo moderador.