Piastri é alertado sobre saída da McLaren
quinta-feira, 14 de maio de 2026 às 9:00
Oscar Piastri
Oscar Piastri recebeu um importante alerta sobre seu futuro na Fórmula 1 em meio aos rumores que ligam o piloto da McLaren à Red Bull.
Segundo Rob Smedley, ex-engenheiro da Ferrari, trocar uma equipe vencedora por outra onde o piloto teria status de número um raramente traz o resultado esperado.
Recentemente, a Autosport revelou que a Red Bull definiu Piastri como seu “plano B” caso Max Verstappen decida deixar a equipe. Embora o holandês tenha contrato válido até o fim de 2028, as especulações aumentaram consideravelmente nas últimas semanas.
Isso porque Verstappen demonstrou forte insatisfação com o novo regulamento de motores introduzidos nesta temporada. Além disso, o tetracampeão já chegou a ameaçar uma saída da categoria caso o cenário técnico continue desagradando.
Enquanto isso, Piastri segue consolidado como um dos principais nomes da nova geração da F1. O australiano perdeu a disputa pelo título mundial do ano passado para o companheiro Lando Norris, fato que intensificou debates sobre seu futuro dentro da McLaren.
Quero ser VIPSmedley vê risco em troca de equipe
Durante participação no podcast High Performance Racing, Smedley afirmou que pilotos costumam cometer erros ao deixar uma equipe competitiva apenas para assumir protagonismo em outro projeto.
Segundo ele, a teoria pode parecer atraente inicialmente. Porém, na prática, a situação normalmente termina de maneira frustrante.
“Se você é um piloto em uma equipe forte e está sofrendo contra seu companheiro, qual é a alternativa?” questionou ele. “Você sai para uma equipe pior, que talvez não tenha chance de conquistar o campeonato, mas onde você pode ser o melhor piloto”.
Entretanto, o engenheiro deixou claro que raramente viu esse tipo de mudança gerar felicidade ou sucesso dentro da categoria.
“Vi muitos pilotos fazerem isso. No entanto, nunca vi funcionar bem. Nunca vi um piloto ficar mais feliz”, afirmou.
Szafnauer reforça dificuldade na F1
Otmar Szafnauer concordou totalmente com a análise de Smedley. O ex-chefe da Alpine destacou que esse tipo de movimento depende de dois fatores extremamente difíceis de acontecer ao mesmo tempo.
Primeiramente, o piloto precisa realmente assumir a posição de líder absoluto da nova equipe. Depois, a estrutura escolhida também precisa evoluir até virar referência no grid.
Segundo Szafnauer, esse segundo ponto costuma ser ainda mais complicado.
“Essas duas coisas são raras”, explicou.
O dirigente relembrou os longos períodos de domínio vistos recentemente na F1. Mercedes, Red Bull e Ferrari, na era Michael Schumacher, conseguiram sustentar ciclos vencedores durante muitos anos.
Por isso, Szafnauer acredita que pilotos que deixam equipes dominantes frequentemente acabam presos em projetos incapazes de disputar títulos.
“Se você era o segundo piloto da Ferrari e decidiu ser o número um em outro lugar, provavelmente passou anos fora da melhor equipe”, concluiu.
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