Symonds critica regras de motor para 2026 e diz que houve “excesso de concessões”
sexta-feira, 2 de janeiro de 2026 às 9:20Pat Symonds afirmou que as novas regras de unidades de potência da Fórmula 1 para 2026 representam um compromisso exagerado. O ex-diretor técnico da categoria participou do desenvolvimento inicial do regulamento, mas deixou a Formula One Management antes da conclusão do projeto.
Segundo ele, a FIA passou a assumir maior controle técnico. Assim, a visão original acabou diluída.
“O regulamento de 2026 não ficou como eu queria”
Em entrevista à Autocar, Symonds revelou frustração: “A unidade de potência de 2026 não é o que eu queria. A FIA quis envolver demais os fabricantes. Porém, quando você pede que um comitê projete um cavalo de corrida, acaba com um camelo.”
Ele destacou que, no projeto do carro de 2022, a FOM ouviu as equipes — mas manteve mão firme nas decisões. Agora, no entanto, o processo teria cedido demais à pressão política.

Fim do MGU-H abriu um grande problema
O MGU-H, peça-chave das unidades atuais, deixou o sistema muito mais eficiente. Entretanto, a FIA optou por removê-lo para atrair novos fabricantes. E, de fato, Ford, Audi e Cadillac entraram no jogo. A Porsche quase fez o mesmo.
Por outro lado, isso criou um enorme déficit de energia elétrica.
A solução proposta? Recuperação de energia pelo eixo dianteiro. Segundo Symonds, isso equilibraria totalmente o sistema.
Mas uma equipe vetou. E, pior ainda, houve confusão dentro da própria FIA. Jean Todt teria entendido a proposta como tração integral — o que não era o caso.
“Democracia nem sempre funciona na Fórmula 1”
Symonds foi direto: “Por causa dessa abordagem democrática, terminamos com um motor pobre em energia. Existem alternativas. Mas elas não são boas.”
Ou seja, o regulamento híbrido de 2026 ficou, na visão dele, tecnicamente desequilibrado.
Chassi? Aí sim, ele aprova
Apesar das críticas ao motor, Symonds elogiou o novo conceito aerodinâmico, o uso de aerodinâmica ativa e a filosofia do chassi. Para ele, o carro em si é um passo adiante.
Já a unidade de potência? Um compromisso técnico que a Fórmula 1 talvez não devesse ter feito.
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