Novo chefe da Aston Martin está “ferrado”, diz comentarista

quarta-feira, 15 de abril de 2026 às 9:44

Adrian Newey e Lawrence Stroll

A Aston Martin vive um momento crítico na Fórmula 1. O cenário preocupa cada vez mais dentro e fora do paddock. Segundo o comentarista Will Buxton, a situação é tão delicada que assumir o comando da equipe agora pode ser uma decisão arriscada.

Futuro incerto aumenta pressão interna

Desde o fim de março, quando Jonathan Wheatley deixou a Audi “com efeito imediato”, surgiram rumores importantes. Especulações indicaram uma possível chegada à Aston Martin.

Essa mudança abriria espaço para Adrian Newey deixar o cargo de chefe de equipe. Dessa forma, ele poderia retornar a uma função mais técnica.

A Aston Martin negou os rumores, classificando tudo como “especulação”. Mesmo assim, o silêncio recente aumentou as dúvidas sobre a liderança.

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Buxton questiona atratividade do cargo

Diante desse cenário, Buxton foi direto. Durante o podcast Up to Speed, ele levantou um ponto crucial. Afinal, quem realmente gostaria de assumir esse cargo agora?

Segundo ele, a resposta não é simples. Isso porque qualquer novo chefe precisaria lidar com resultados negativos no curto prazo.

Além disso, o comentarista destacou um fator importante. Portanto, a tendência é de dificuldades por pelo menos um ou dois anos.

Parceria com Honda levanta alerta

Ao analisar o futuro, Buxton também citou a parceria com a Honda. Nesse sentido, ele fez uma comparação direta com 2015, quando a fabricante retornou à F1 com a McLaren.

Na época, os problemas foram enormes. Consequentemente, a recuperação levou anos. A primeira vitória veio apenas em 2019 já com outra equipe, a Red Bull. Enquanto isso, a McLaren só voltou a vencer em 2021.

Portanto, o histórico reforça o pessimismo atual. Dessa maneira, Buxton foi enfático. Qualquer profissional que aceite o cargo precisa entender esse contexto.

Performance atual agrava cenário

Inicialmente, a expectativa para a temporada era positiva. Com novas regras de unidade de potência e chassi, a equipe esperava evoluir.

No entanto, a realidade foi diferente. Atualmente, a Aston Martin disputa posições no fundo do grid. Inclusive, enfrenta a novata Cadillac em batalhas diretas.

Além disso, problemas frequentes de confiabilidade prejudicam ainda mais o desempenho. Como resultado, o plano de avanço não se concretizou.

Teto orçamentário impede reação rápida

No passado, equipes com alto investimento conseguiam reagir rapidamente. Contudo, esse cenário mudou completamente.

Desde 2021, o teto orçamentário limita os gastos. Portanto, simplesmente investir mais dinheiro não resolve os problemas.

Buxton reforçou esse ponto. Segundo ele, mesmo com os recursos de Lawrence Stroll, é necessário ter direção clara e processos eficientes.

Liderança sob questionamento

Por fim, o comentarista levantou outra questão relevante. A influência de Stroll nas decisões da equipe pode ser um fator decisivo.

Nesse contexto, surge uma preocupação. A equipe buscaria um líder forte ou apenas alguém que siga ordens?

Embora o cargo ofereça altos ganhos financeiros, o sucesso esportivo imediato parece improvável. Assim, a decisão de assumir esse desafio exige cautela.

 

LS - www.autoracing.com.br

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