Norris esclarece críticas ao regulamento de 2026

quinta-feira, 16 de abril de 2026 às 9:24

Lando Norris

Lando Norris esclareceu que suas preocupações com o regulamento de 2026 da Fórmula 1 estão concentradas nas unidades de potência. Ele fez questão de destacar que não vê problemas no pacote completo dos carros.

Logo após o GP do Japão, o britânico detalhou uma situação incomum. Durante uma disputa com Lewis Hamilton, ele realizou uma ultrapassagem sem intenção. Isso ocorreu porque o sistema de bateria foi acionado automaticamente. Como consequência imediata, acabou exposto na sequência da volta.

Norris aponta perda de controle com nova UP

O novo regulamento estabelece uma divisão próxima de 50% entre motor a combustão e energia elétrica. Além disso, o sistema híbrido realiza múltiplos ciclos de carga e descarga ao longo da volta. No entanto, o piloto possui controle bastante limitado sobre esse processo dentro do cockpit.

Por causa disso, preocupações começaram a surgir. Um exemplo claro ocorreu quando Oliver Bearman sofreu um acidente em alta velocidade em Suzuka. Na ocasião, ele se aproximava rapidamente de Franco Colapinto, com uma diferença de cerca de 50 km/h antes da curva Spoon.

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Diferenças entre os carros de 2025 e 2026

Por outro lado, Norris destacou pontos positivos no comportamento dos carros atuais em comparação com a temporada anterior. Segundo ele, os modelos de 2025 apresentavam altíssimo downforce. Assim, quando bem ajustados, transmitiam a sensação de estarem “sobre trilhos”.

Entretanto, havia um problema evidente. Sempre que a aderência se perdia, o prejuízo era imediato. Ou seja, o piloto perdia tempo ou acabava fora da pista. Dessa forma, a margem para correção era bastante limitada.

Agora, os carros possuem menos carga aerodinâmica. Consequentemente, operam mais próximos do limite. Ainda assim, permitem correções mais rápidas em situações de perda de controle. Além disso, o menor nível de aderência torna a pilotagem mais exigente e empolgante.

Inclusive, Norris comparou essa sensação aos carros que guiou nas categorias de base. Para ele, isso é um grande elogio, já que aumenta significativamente a influência do piloto na performance final.

Episódio com Hamilton reforça crítica

Apesar desses pontos positivos, Norris reforçou sua principal crítica. Segundo ele, o problema não está no carro, mas sim no comportamento das UPs.

No Japão, por exemplo, o sistema de bateria entrou em ação sem que ele desejasse. Como resultado, precisou ultrapassar Hamilton naquele momento específico. Porém, logo depois ficou completamente vulnerável na reta seguinte, justamente quando pretendia utilizar a energia extra.

Portanto, na visão do piloto, esse tipo de situação retira controle demais das mãos de quem está guiando.

FIA avalia mudanças antes de Miami

Ainda assim, Norris reconheceu que há diálogo com a FIA. Segundo ele, tanto a federação quanto os demais envolvidos analisam possíveis ajustes no regulamento. Dessa maneira, existe expectativa de mudanças já para a próxima etapa em Miami.

Por fim, o britânico destacou um ponto essencial. Ele ressaltou que os fãs estão gostando das disputas. Afinal, a F1 é acima de tudo um esporte de entretenimento.

Mesmo assim, Norris alertou que é importante evitar elementos artificiais. Ainda que existam desafios, ele acredita que a categoria está próxima de atingir um equilíbrio ideal e entregar uma era ainda mais competitiva e emocionante.

 

LS - www.autoracing.com.br

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