O piloto da McLaren, Lando Norris, fez um alerta direto sobre os riscos atuais na Fórmula 1. Segundo ele, as diferenças de velocidade colocam os pilotos em situações perigosas, especialmente na classificação.
A FIA, a Fórmula 1 e as equipes discutem soluções após problemas nas três primeiras etapas da temporada. Entre os pontos mais críticos, a classificação ganhou destaque, já que os carros não operam com potência total o tempo todo.
No recente GP do Japão, a situação ficou evidente. Em Suzuka, vários pilotos não aceleraram ao máximo na curva 130R por causa da necessidade de recuperar energia, o que gerou críticas imediatas.
Diferença de velocidade preocupa pilotos
Esse cenário cria grandes diferenças de velocidade entre os carros. Norris explicou que precisa adotar uma pilotagem contraintuitiva, o que aumenta o risco em trechos de alta velocidade.
“Claro que existem pistas melhores e piores, e eles fizeram algumas melhorias, mas ainda pode melhorar mais”, afirmou.
Além disso, ele destacou o impacto direto na condução. “Nós só queremos ir no máximo, não quero tirar o pé e perder 60 km/h na 130R [em Suzuka] até a última curva.”
O britânico também comparou a Fórmula 1 com outras categorias. “A maioria das outras categorias terá uma velocidade final maior do que nós, então algumas coisas podem melhorar, a FIA sabe disso e espero que façam.”
Norris também criticou a falta de controle que os pilotos têm sobre o sistema de energia. Para ele, isso compromete a autenticidade da pilotagem.
“Sim, a corrida pode parecer ótima na TV, mas dentro do carro certamente não é tão autêntica quanto deveria ser.”
Na sequência, ele detalhou o problema enfrentado em Suzuka. “O grande problema foi que ele descarrega energia na 130R, e eu preciso tirar o pé, e não posso voltar ao acelerador.”
Ele explicou o efeito em cadeia do sistema. “Se eu volto ao acelerador, minha bateria descarrega, e eu não quero que isso aconteça porque deveria ter cortado, e como você tirou o pé, ela volta a descarregar, então você não pode voltar.”
Por fim, Norris deixou claro o impacto direto na segurança. “Não há nada que eu possa fazer sobre isso, então não há controle suficiente para o piloto; é por isso que você fica à mercê de quem está atrás.”