Norris admite limite da McLaren: “Estamos onde deveríamos estar”

sábado, 10 de outubro de 2026 às 12:50

Lando Norris

Lando Norris acredita que o quinto lugar no grid do GP de Singapura reflete o desempenho atual da McLaren. O atual campeão mundial ficou pouco mais de três décimos atrás de Max Verstappen, que conquistou a pole position, mas também terminou atrás das duas Ferraris e de Kimi Antonelli, da Mercedes.

O britânico considera que a equipe ocupa a quarta posição entre as forças do fim de semana. Além disso, destacou que o MCL40 exige muito dos pilotos para extrair velocidade, dificultando a busca por uma volta perfeita no circuito de Marina Bay.

Norris aponta limitações do MCL40

Norris já havia enfrentado dificuldades na Sprint, quando ocupava a quinta posição antes de colidir com seu companheiro Oscar Piastri. O contato provocou um giro dos dois carros e prejudicou o resultado da McLaren. Apesar dos reparos realizados antes da classificação, o britânico não encontrou desempenho suficiente para avançar no grid.

“ Acho que, no fim das contas, estamos mais ou menos onde deveríamos estar. Não mudamos nada desde a Sprint, então não havia motivo para, de repente, encontrarmos o ritmo necessário”, afirmou Norris.

O piloto explicou que consegue produzir bons setores isoladamente, mas tem dificuldade para repetir esse desempenho ao longo de uma volta completa. Segundo ele, o carro exige tanto que tentar extrair o máximo dos pneus pode levar a erros ou até a um acidente.

“Consigo juntar algumas partes da volta. Posso fazer um primeiro ou segundo setor muito bom. Mas o carro é difícil demais de pilotar, e por isso estamos em P5 e P7”, explicou.

“É complicado demais. Sinto que quase preciso bater para registrar um setor roxo, mas não dá para fazer isso porque os pneus não aguentam”, acrescentou.

Para Norris, o problema está em encontrar o limite ideal do carro sem ultrapassá-lo. A dificuldade aumenta quando ele tenta manter a velocidade máxima nas curvas e, ao mesmo tempo, preservar os pneus.

“Simplesmente, o carro é difícil demais para encontrar o limite perfeito quando está rápido. A chance de completar uma volta inteira nesse limite é praticamente inexistente”, avaliou.

O britânico afirmou que tentou melhorar o resultado, mas não conseguiu colocar em prática tudo o que havia planejado. Por isso, considera que a quinta posição representa o nível atual da McLaren em Singapura.

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Piastri também vê rivais à frente

Oscar Piastri terminou a classificação em sétimo, depois que a McLaren precisou reparar os danos provocados pela colisão com Norris na Sprint. Os comissários analisaram o incidente, mas decidiram não tomar nenhuma medida adicional.

O australiano largará em sexto no GP devido à punição de George Russell no grid. Mesmo assim, também reconheceu que a McLaren não conseguiu acompanhar o ritmo de Red Bull, Ferrari e Mercedes.

“Para ser honesto, acho que fomos claramente o terceiro ou quarto carro mais rápido. Max estava à nossa frente, e acredito que as Ferraris também”, afirmou Piastri.

O piloto esperava encontrar um pouco mais de desempenho durante a classificação, mas admitiu que a equipe provavelmente extraiu quase tudo o que o carro tinha a oferecer.

“É uma pena, porque esperava que tivéssemos um pouco mais. Mas acho que foi praticamente tudo o que tínhamos. Não foi uma classificação tranquila, cometemos alguns erros e não foi fácil encontrar tempo no carro”, explicou.

Agora, a McLaren tentará aproveitar a corrida para recuperar posições. No entanto, Norris e Piastri sabem que precisarão de uma execução mais consistente e de oportunidades na estratégia para desafiar os três principais concorrentes em Marina Bay.

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