Mercedes usou motores de especificações diferentes nos testes

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026 às 10:28

Mercedes

A Mercedes utilizou especificações diferentes de motor durante a pré-temporada. A fabricante alemã precisou administrar o desafio de fornecer quatro equipes sob um regulamento completamente novo da Fórmula 1.

Portanto, cada decisão teve peso estratégico. A estrutura de Brackley optou por entregar às equipes clientes uma especificação já comprovada.

Dessa forma, garantiu que McLaren, Williams e Alpine completassem seus programas sem riscos de confiabilidade. Enquanto isso, a equipe oficial teve acesso exclusivo à versão mais recente do M17 E Performance.

Essa escolha, além de estratégica, também foi logística. Afinal, produzir componentes para uma única equipe envolve menos complexidade do que fabricar peças simultaneamente para quatro operações distintas.

Consequentemente, a Mercedes conseguiu acelerar o desenvolvimento interno sem comprometer suas clientes.

Quero ser VIP
 

Pressão antes da homologação

Embora as diferenças entre as versões fossem pequenas, elas estavam presentes. Ainda assim, mesmo variações mínimas podem impactar performance e durabilidade. Por isso, a Mercedes precisou definir rapidamente qual especificação homologaria.

A homologação está marcada para 1º de março. Assim, a fabricante enfrentou pressão direta para registrar a configuração correta antes da abertura da temporada.

Entretanto, o regulamento da F1 impõe igualdade absoluta entre equipes oficiais e clientes. De acordo com o Artigo 1.4 do Apêndice 4 do regulamento técnico, cada fabricante deve submeter um único arquivo de homologação válido para todas as equipes fornecidas.

Somente três elementos podem variar: combustível, óleo e chicote elétrico. Além disso, o software precisa permanecer idêntico. Caso contrário, uma equipe cliente poderia perder acesso a modos de maior desempenho, o que violaria o princípio de isonomia técnica.

Confiabilidade estratégica na pré-temporada

Durante os testes, a prioridade ficou clara. Primeiramente, assegurar quilometragem consistente para as clientes. Paralelamente, permitir que a equipe oficial explorasse o potencial máximo do W17.

Essa abordagem ofereceu segurança operacional. Ao mesmo tempo, abriu espaço para avanços internos antes do congelamento da especificação.

Para a abertura da temporada em Melbourne, McLaren, Williams e Alpine devem receber exatamente a mesma versão utilizada pela equipe oficial. Portanto, um possível ganho de performance pode surgir já na primeira etapa do campeonato.

Andrea Stella, chefe da McLaren, deu uma pista sobre essa estratégia. No entanto, evitou detalhar especificações técnicas.

Em conversa com a imprensa, Stella explicou: “Acredito que isso faz parte da estratégia que a HPP implementou ao fornecer o hardware, as UPs, tanto para os clientes quanto para a equipe oficial”.

“Foi um programa extremamente intenso para os fabricantes de UPs. Não apenas do ponto de vista do chassi, mas principalmente para garantir que a especificação correta esteja disponível já na primeira corrida”.

“Posso dizer que a UP que utilizamos neste teste se comportou de maneira extremamente confiável. Além disso, ela nos permitiu completar todos os testes planejados e entender melhor a interação entre motor, chassi e piloto”.

 

LS - www.autoracing.com.br

Tags
, , , , , , , , , , , ,

ATENÇÃO: Comentários com textos ininteligíveis ou que faltem com respeito ao usuário não serão aprovados pelo moderador.