Mercedes e Ferrari devem vetar mudanças no regulamento
quarta-feira, 1 de abril de 2026 às 9:08
Mercedes e Ferrari
A Mercedes e a Ferrari devem impedir mudanças significativas no regulamento de 2026 da Fórmula 1.
Ainda assim, cresce a pressão nos bastidores, com as críticas de pilotos se intensificando. Como resultado, até rumores sobre uma possível saída de Max Verstappen ganham força.
De acordo com o Marca, as duas principais equipes rejeitam alterações profundas neste momento. Por outro lado, ajustes limitados seguem em discussão. Nesse cenário, mudanças na classificação surgem como prioridade.

Dirigentes defendem corridas, porém admitem falhas
Toto Wolff, chefe da Mercedes, mantém uma postura firme. Segundo ele, o espetáculo nas corridas continua forte. Portanto, críticas mais duras não fazem sentido.
“Não há como reclamar da falta de beleza nas corridas. Você concorda ou não?” questionou após Suzuka. “Apenas conservadores e tradicionalistas poderiam não gostar disso”.
Ainda assim, Wolff reconhece um problema específico. A classificação, por exemplo, precisa de ajustes. Dessa forma, a categoria busca soluções rápidas.
“Para mim, a corrida não é o problema. Precisamos trabalhar na classificação. Vamos tratar disso em Londres no dia 9 de abril”, explicou.
Enquanto isso, Frederic Vasseur adota discurso semelhante. Para ele, o produto atual funciona bem. Consequentemente, não há urgência por mudanças radicais.
“No geral, é bom para a F1, para o campeonato e para todos”, afirmou. “Foi um grande espetáculo. Houve muitas ultrapassagens. Inclusive, bem mais do que vimos aqui em Suzuka no passado”.
Bastidores esquentam, mas cenário trava decisões
Nos bastidores, a FIA avalia alternativas. Por exemplo, algumas propostas envolvem alterar a divisão de potência entre motor elétrico e combustão. Ao mesmo tempo, outras ideias sugerem flexibilizar o uso do chamado “modo reta”.
Entretanto, o contexto competitivo pesa. Atualmente, a Mercedes domina. Por sua vez, a Ferrari ocupa posição confortável como segunda força. Assim, ambas evitam abrir espaço para mudanças estruturais.
O ex-piloto Christijan Albers vê essa postura como previsível. Afinal, equipes no topo tendem a preservar vantagens.
“A Mercedes não vai dizer nada. A equipe domina e está confortável”, afirmou. “Uma coisa é certa: a FIA não aplicou corretamente o novo regulamento nesta temporada”.
Opiniões divididas refletem momento da F1
Enquanto isso, outras vozes adotam uma visão mais equilibrada. O embaixador da Aston Martin, Pedro de la Rosa, entende os dois lados do debate.
“Não pensem que sou a favor desta nova F1. Por um lado, apoio o que o público quer. Por outro, compreendo totalmente os pilotos”, disse à Cadena SER.
Segundo ele, os competidores sentem falta de levar o carro ao limite. Desde cedo, eles se acostumaram com esse estilo. Portanto, a adaptação não é simples.
Além disso, De la Rosa destaca o impacto emocional. Ao ouvir Fernando Alonso e Lance Stroll após as corridas, ele percebe frustração crescente.
“Quando vejo a reação deles ao sair do carro, penso: ‘coitados, não estão se divertindo’. Isso me deixa triste”.
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