Mercedes disposta a ir aos tribunais pela genialidade de seu motor

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026 às 18:23

Mercedes – Antonelli, Ola Kallenius e Russell

A saga do motor entre a Mercedes e as outras equipes continua. O grid discute o uso de uma suposta brecha no regulamento da F1 de 2026. O presidente da empresa alemã está preparado para agir. Ele quer defender a engenhosidade de sua equipe até o tribunal.

Segundo relatos, a Mercedes recebeu sinal verde da FIA. Isso ocorreu após uma reunião entre representantes de cada equipe e a entidade máxima do automobilismo. O encontro aconteceu antes do início da semana de testes em Barcelona.

As equipes que usaram o motor alemão tiveram uma ótima semana de testes. Elas não apresentaram qualquer tipo de problema e são muito rápidos. Por isso, o incômodo das rivais aumentou muito. A FIA identificou três opções diferentes para penalizar a Mercedes.

Contudo, as repercussões de uma ação contra a Mercedes terão resposta firme. O pessoal em Brackley não aceitará a decisão passivamente. O presidente da Mercedes, Ola Källenius, está pronto para agir. Ele entrará com uma ação judicial caso a FIA revise as regras.

O suposto truque da taxa de compressão no motor

De acordo com relatos de fontes fidedignas, Ola Källenius quer ir aos tribunais. Ele fará isso se a FIA emitir uma decisão que condene o truque. Até agora, ninguém conseguiu explicar essa inovação da taxa de compressão. A equipe de Brackley acredita em sua posição inabalável.

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Eles confiam na legalidade de sua unidade de potência para 2026. Por isso, a equipe espera um resultado favorável em uma ação judicial. O truque consistiria em uma taxa de compressão de 16:1 com o motor frio. Esse valor subiria para 18:1 com o motor quente.

Este aumento na taxa é enorme. Nenhum material conhecido faria isso sem o motor “derreter” em poucos minutos. A Mercedes pode estar usando um gerenciamento de válvulas extremamente preciso.

Em altas temperaturas, esse gerenciamento conseguiria manter as válvulas fechadas por mais tempo. Eles também podem otimizar o enchimento do cilindro. Assim, o sistema simula o comportamento de um motor com taxa de 18:1. O combustível também precisaria ter uma resistência química excepcional. Isso seria genial e não infringe o regulamento de 2026.

Contudo, ainda não existe nenhuma comprovação sobre esse ou qualquer outro sistema técnico que a Mercedes poderia estar usando.

A aliança política contra a equipe alemã

O regulamento diz que os motores devem registrar taxa de 16:1 em temperatura ambiente. Mas a regra não especifica nada sobre a taxa na pista. Os carros não podem ser inspecionados durante o funcionamento. A Ferrari formou uma aliança política com seus rivais.

O grupo quer combater a suposta brecha no regulamento da F1. A Ferrari propôs que a FIA torne obrigatório um sensor interno. Esse item monitoraria as taxas de compressão. No entanto, medir a taxa de compressão real (dinâmica) com o carro a 300 km/h envolve desafios físicos e eletrônicos extremos, além de exigir a concordância de todas as equipes do grid.

Obviamente, a Mercedes e suas equipes clientes não cederão. Portanto, qualquer insistência adicional nessa ideia será inútil para os rivais. O cenário técnico da categoria segue tenso enquanto 2026 se aproxima.

AS - www.autoracing.com.br

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