Mercedes desiste de recurso após decisão polêmica em Mônaco

sexta-feira, 19 de junho de 2026 às 9:06

Pit lane de Mônaco

A Mercedes anunciou oficialmente que retirou seu pedido de Direito de Revisão referente ao GP de Mônaco.

Segundo a equipe, a decisão foi tomada após uma série de discussões com a FIA e a Fórmula 1. A fabricante destacou que ambas as entidades demonstraram disposição para analisar as circunstâncias incomuns que cercaram o caso.

A equipe havia comunicado que buscaria a revisão da decisão dos comissários. Eles cancelaram as duas punições de cinco segundos aplicadas a Pierre Gasly por excesso de velocidade no pit lane durante a corrida. Como resultado, o francês recuperou a terceira posição na classificação final.

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Erro na medição do pit lane motivou a revisão

A mudança aconteceu depois que foi identificado um erro no sistema de medição do pit lane. Mais especificamente, um dos loops de cronometragem era 77 centímetros menor do que o previsto.

Por causa disso, um piloto poderia registrar uma velocidade média superior a 60 km/h entre os sensores. No entanto, ele jamais teria ultrapassado esse limite em qualquer ponto do pit lane.

Consequentemente, cinco das seis punições aplicadas envolveram pilotos que registraram apenas 60,1 km/h. Entre eles estavam George Russell, da Mercedes, e Oscar Piastri, da McLaren.

No caso de Russell, a punição acabou convertida em um drive-through. Isso porque ele não cumpriu os cinco segundos durante sua parada nos boxes. Assim, o britânico caiu para a 12ª colocação na classificação final.

Regulamento impediu a reversão das punições

Entretanto, a situação de Gasly, entretanto, era diferente. O piloto da Alpine não cumpriu suas penalizações durante a corrida. Em vez disso, os 10 segundos foram adicionados ao tempo total. Dessa forma, os comissários puderam cancelar a punição posteriormente.

Por outro lado, Russell e Piastri já haviam cumprido suas penalizações durante a corrida. Sendo assim, o regulamento não prevê nenhum mecanismo capaz de desfazer os efeitos de uma sanção que já tenha sido cumprida.

Sem a punição, Piastri teria cruzado a linha de chegada em terceiro lugar. Antes da relargada após a bandeira vermelha, Russell também ocupava a terceira posição.

Enquanto McLaren e Red Bull – que viu Isack Hadjar perder o terceiro lugar depois da reintegração de Gasly ao pódio – seguem buscando um Direito de Revisão, a Mercedes decidiu abandonar o processo.

Mercedes explica por que retirou o pedido

Em comunicado oficial, a Mercedes explicou que apresentou o pedido apenas para preservar seu direito dentro do curto prazo regulamentar disponível durante o fim de semana do GP de Barcelona.

“Podemos confirmar que retiramos nosso pedido de Direito de Revisão relacionado às penalizações recebidas e cumpridas por George Russell durante o GP de Mônaco”.

A equipe acrescentou que, após o cancelamento da punição de Gasly, considerou essencial analisar todas as alternativas disponíveis para minimizar o impacto da sanção aplicada a Russell.

Posteriormente, as conversas com a FIA e a F1 mostraram que ambas estavam determinadas a revisar as circunstâncias excepcionais ocorridas em Mônaco. Além disso, as entidades também demonstraram interesse em corrigir os fatores que provocaram a situação.

Diante desse cenário, a Mercedes concluiu que dar continuidade ao Direito de Revisão não beneficiaria nem a equipe nem a própria F1. Por isso, optou por retirar oficialmente o pedido.

 

LS - www.autoracing.com.br

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