McLaren fará shakedown apenas no teste de Barcelona
quinta-feira, 22 de janeiro de 2026 às 9:30
Andrea Stella
A McLaren definiu claramente seu plano para o início da temporada 2026 da Fórmula 1. Segundo Andrea Stella, chefe da equipe, o “plano A” prevê que o shakedown aconteça apenas na próxima semana durante o período oficial de testes coletivos em Barcelona.
Diferentemente de alguns concorrentes, a equipe baseada em Woking decidiu não realizar qualquer atividade de pista antes da ida à Espanha. Além disso, como parte da mesma estratégia, a McLaren também optou por não testar no primeiro dia.
Ainda assim, o projeto segue dentro do cronograma. Stella confirmou que o carro de 2026 já foi construído com sucesso. No entanto, a equipe só iniciará os testes no segundo ou terceiro dia da semana oficial.

Situação atual do carro e planejamento para Barcelona
Durante uma mesa-redonda técnica com a imprensa internacional, Stella detalhou onde o carro se encontra atualmente e explicou passo a passo o plano para os testes em Barcelona.
Neste momento, o novo modelo da McLaren está na Áustria. Mais precisamente, o carro passa por testes de dinamômetro nas instalações da AVL RACETECH, divisão de automobilismo da empresa austríaca AVL, referência global em tecnologia de mobilidade.
Ao explicar o processo, Stella destacou a continuidade do trabalho com a fornecedora.
“É uma instalação da AVL na Áustria que usamos há bastante tempo. Portanto, é lá que o carro está no momento”.
Na sequência, o dirigente deixou claro o próximo passo do cronograma.
“Depois disso, o carro seguirá direto para Barcelona para o shakedown em pista, que acontecerá durante o teste oficial”.
Além disso, Stella reforçou que a equipe irá aproveitar exatamente o limite permitido pelo regulamento.
“Planejamos começar os testes no segundo ou terceiro dia. Por isso, não vamos testar no primeiro. Queríamos nos dar o máximo de tempo possível para desenvolvimento”.
Por que a McLaren decidiu não antecipar o shakedown
Embora a estratégia possa parecer conservadora, a McLaren não está sozinha nessa escolha. A Red Bull, por exemplo, tomou exatamente a mesma decisão e também descartou um shakedown antes de Barcelona.
Por outro lado, Audi, Cadillac, Racing Bulls e Alpine já colocaram seus carros na pista, ainda que de forma limitada. Contudo, na visão de Stella, essa antecipação traz consequências técnicas importantes.
Segundo o chefe da equipe, o planejamento sempre foi claro. Desde o início, a McLaren decidiu atrasar ao máximo sua estreia em pista. Portanto, o objetivo é maximizar o tempo de desenvolvimento e evitar compromissos prematuros com soluções de projeto.
“Na verdade, esse sempre foi o plano A. Existe tanta mudança que não precisamos ser os primeiros a ir para a pista”.
Além disso, Stella destacou um ponto central da filosofia da equipe: “Cada dia extra de desenvolvimento e cada dia adicional de design adicionam um pouco mais de performance”.
Equilíbrio entre dados rápidos e desempenho final
Mesmo reconhecendo os benefícios de testar cedo, Stella ponderou que essa escolha envolve um compromisso relevante. Afinal, ir rapidamente para a pista oferece respostas imediatas. Entretanto, isso também pode limitar o potencial do projeto.
“Se você vai cedo para a pista, ganha rapidamente a segurança de saber o que precisa saber”.
Porém, o dirigente alertou para o outro lado da equação.
“Ao mesmo tempo, isso significa que você se compromete com o design do carro relativamente cedo, prejudicando tempo de desenvolvimento e consequentemente a performance final.”
Naturalmente, atualizações são esperadas entre os testes de Barcelona e a primeira corrida da temporada. Ainda assim, a McLaren acredita que iniciar o campeonato com um pacote já competitivo traz vantagens estratégicas.
McLaren prioriza pacote mais competitivo possível
Pensando no cenário completo da temporada, a equipe entendeu que o melhor caminho seria lançar o carro já em sua configuração mais forte.
“Na economia de uma temporada, achamos essencial iniciar o campeonato com o pacote mais competitivo possível”.
Por isso, segundo Stella, o cronograma foi levado ao limite. Contudo, isso ocorreu sem riscos desnecessários.
“Empurramos o cronograma ao máximo, mas sempre dentro de um limite totalmente gerenciável”.
Dessa forma, o planejamento segue intacto. Até o momento, não existe qualquer pressão interna para antecipar os testes.
“Estamos dentro do plano para testar no segundo dia. Por isso, não sentimos nenhuma urgência em testar no primeiro”.
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