McLaren explica impacto do novo straight mode em 2026

sábado, 28 de fevereiro de 2026 às 10:34

McLaren

A McLaren explicou as novas exigências impostas às equipes com a introdução do straight mode em 2026. Além disso, a equipe apontou que o sistema pode provocar uma mudança radical no acerto aerodinâmico dos carros.

No novo regulamento, o straight mode permitirá a abertura das asas dianteira e traseira nas retas para reduzir arrasto e aumentar a velocidade final. Em seguida, os elementos se fecharão para devolver o carro ao modo de curva. Assim, a Fórmula 1 ampliará o uso da aerodinâmica ativa.

Embora a asa traseira móvel exista desde a introdução do DRS em 2011, a asa dianteira móvel nessa escala representa uma novidade. Como consequência, o ganho de redução de arrasto terá impacto ainda maior no equilíbrio do carro.

Acerto pode mudar em pistas de reta longa

Diante desse cenário, circuitos com longos períodos de ativação do straight mode podem exigir soluções diferentes. Em traçados como Albert Park, na Austrália, ou Monza, na Itália, as equipes poderão optar por asas traseiras maiores para gerar mais carga em curva e, ao mesmo tempo, eliminar o arrasto nas retas.

Mark Temple, diretor técnico de performance da McLaren, detalhou a lógica por trás da mudança. “A eficiência ainda é, de longe, o fator mais importante aerodinamicamente, mas agora existe uma mudança, já que o straight mode reduz significativamente o arrasto do carro.”

Segundo ele, o foco passa a equilibrar dois cenários distintos. “Então passa a ser mais sobre a quantidade de downforce que você tem no modo de curva versus o arrasto no straight mode como regra geral.”

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Diferenças entre Monza e Bélgica

Temple também explicou que o calendário traz variações importantes. “Se você olhar a temporada como um todo, há pistas em que você tem mais straight mode do que em outras, então, como exemplo, na Bélgica, a natureza da parte final do circuito faz com que você não use straight mode na subida até a chicane final, pois ali estará em modo de curva.”

Portanto, em Spa Francorchamps, o arrasto em modo de curva ganha peso maior na equação. Em contraste, Temple destacou o caso italiano. “Mas em um circuito como Monza, onde você tem straight mode em todas as retas, isso na verdade se torna menos importante.”

Por fim, ele projetou um novo componente estratégico no acerto. “Você verá uma dimensão extra na decisão de como ajustar seu carro, mas, se pensarmos em circuitos dominados pelo straight mode, com certeza verá carros usando asas traseiras maiores e mais da carga aerodinâmica total disponível, enquanto em outras pistas, como a Bélgica, talvez fique mais próximo do que vimos nos anos anteriores.”

EB - www.autoracing.com.br

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