McLaren aprova asa traseira giratória para futuras corridas
quinta-feira, 30 de julho de 2026 às 10:05
McLaren
A mais recente aposta técnica da McLaren deixou Budapeste com uma importante aprovação de Andrea Stella, chefe da equipe.
Após avaliar sua asa traseira giratória durante o fim de semana do GP da Hungria, a McLaren confirmou que levará o conceito para futuras corridas.
Inicialmente, a equipe tratava o dispositivo apenas como um projeto experimental. No entanto, os dados coletados em Hungaroring apresentaram resultados encorajadores. Por isso, Stella autorizou a próxima etapa do desenvolvimento.
A solução, conhecida como “Macarena”, surgiu primeiro na Ferrari no início da temporada. Posteriormente, a Red Bull adotou diferentes versões do conceito.
Quando o modo de reta é ativado, a asa gira completamente. Dessa maneira, o sistema reduz o arrasto aerodinâmico e gera uma pequena quantidade de sustentação por alguns instantes.
Como resultado, o dispositivo pode aumentar a eficiência aerodinâmica. A solução também pode reduzir a carga exigida da unidade de potência.
Quero ser VIPMcLaren obtém resultados positivos em Hungaroring
A McLaren chegou a Hungaroring com sua própria interpretação da asa traseira giratória. Embora o projeto tenha apresentado dificuldades, os resultados iniciais convenceram a equipe a seguir com o desenvolvimento.
Segundo Stella, os dados obtidos durante o fim de semana tiveram grande importância. As informações coletadas na pista ajudaram a definir o futuro do projeto.
“Tem sido um projeto complicado, o que não foi uma surpresa”, afirmou Stella após as atividades de sexta-feira na Hungria. “Foi uma aprovação positiva desse conceito e agora esperamos introduzi-lo em alguns eventos futuros”.
Portanto, a declaração indica uma mudança importante. Até então, a McLaren mantinha o sistema em fase de avaliação. Agora, a equipe prepara sua utilização em futuras corridas.
Consequentemente, circuitos com retas longas como Monza e Baku surgem como possíveis candidatos para a estreia. Afinal, essas pistas podem ampliar os benefícios da redução do arrasto.
Dados de pista ganham prioridade sobre a teoria
A versão desenvolvida pela McLaren apresenta uma diferença importante em relação ao projeto da Ferrari: a direção do movimento.
Enquanto a asa da Ferrari gira para trás, o componente da McLaren se desloca para a frente. Dessa forma, a solução se aproxima mais do conceito utilizado pela Red Bull.
Alguns observadores sugeriram que essas diferenças poderiam estar relacionadas às características dos túneis de vento de cada equipe. Entretanto, Stella rejeitou essa teoria.
“Não acho que o túnel de vento seja um fator importante para determinar o comportamento aerodinâmico na reconexão do fluxo”, declarou.
“Você pode usar outras ferramentas para isso. No entanto, a ferramenta mais importante, principalmente quando se trabalha com projetos complexos, inclusive do ponto de vista aerodinâmico, continua sendo o que se observa na pista”.
Assim, Stella destacou que a avaliação em Hungaroring teve como objetivo validar o conceito em condições reais. Ou seja, a equipe priorizou os dados coletados no circuito em vez de depender apenas das previsões de laboratório.
“Era importante coletar dados na pista porque você nunca confiaria apenas em um túnel de vento para um projeto tão delicado”.
Enquanto disputa as primeiras posições do grid, a McLaren continua buscando ganhos de performance e mantém uma abordagem agressiva no desenvolvimento do MCL40.
Agora, a aprovação da asa traseira giratória reforça essa estratégia. Ao mesmo tempo, os resultados obtidos em Budapeste aumentaram a confiança da McLaren.
Portanto, a equipe acredita que suas soluções mais ousadas podem gerar ganhos concretos. Dessa maneira, a “Macarena” poderá se tornar mais uma arma técnica da McLaren nas próximas corridas.
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