Leclerc lidera testes com melhor tempo da pré-temporada

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026 às 16:00

Charles Leclerc

Charles Leclerc coloca a Ferrari no topo

Na última hora dos testes de pré-temporada no Bahrain, Charles Leclerc acelerou forte em Sakhir e assumiu a liderança geral. O piloto da Scuderia Ferrari cravou 1min31s992 com o composto C4 da Pirelli e superou em oito décimos a melhor marca anterior.

Com isso, o monegasco fechou as duas semanas de atividades como o mais rápido entre as onze equipes. Além do tempo absoluto, ele também registrou a melhor volta com o C3, marcando 1min32s655. Ou seja, mostrou desempenho consistente com diferentes compostos.

Rivais ficam atrás, mas mostram ritmo

Logo atrás, Lando Norris, da McLaren, anotou 1min32s871 com o C3. Em seguida, Max Verstappen, da Red Bull Racing, registrou 1min33s109, enquanto George Russell, da Mercedes-AMG Petronas, marcou 1min33s197.

Embora não tenham superado o tempo de Leclerc, os três concentraram o trabalho no C3 e priorizaram programas distintos ao longo do dia. Portanto, os números não revelam necessariamente a hierarquia real.

Mais atrás, Pierre Gasly virou 1min33s421 com o C5 e aproveitou o composto mais macio para simulações curtas.

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Estratégias diferentes com os pneus

Enquanto Ferrari, McLaren, Red Bull e Mercedes alternaram programas de performance e long runs, outras equipes seguiram caminhos específicos. A Alpine F1 Team e a Williams Racing, por exemplo, testaram o C5 em stints curtos.

Por outro lado, a Aston Martin F1 Team optou por não usar o composto mais macio. A equipe ligada a Adrian Newey completou apenas seis voltas com o C3 pela manhã e, em seguida, encerrou as atividades.

Entre os pneus mais duros, Gabriel Bortoleto liderou com o C1 ao marcar 1min37s294. Já Arvid Lindblad, da Racing Bulls, registrou 1min35s238 com o C2. Além disso, Bortoleto completou 25 voltas com o C2 em ritmo de corrida, enquanto Esteban Ocon percorreu 24 voltas com o C1. O francês ainda testou pneus intermediários por quatro voltas para avaliar a asa dianteira.

Pirelli analisa cenário antes de Melbourne

Depois dos testes, Mario Isola destacou que as mudanças radicais nos carros deslocaram o foco das equipes para a unidade de potência e a aerodinâmica. Por isso, nem todas priorizaram a otimização do pacote carro-pneu nesta fase final.

Segundo ele, os dados de pista confirmaram as simulações da fabricante italiana. Além disso, os engenheiros não identificaram granulação nem bolhas nos compostos, o que reforça a resistência mecânica das opções C1 a C5.

No entanto, Isola alertou: a degradação atual deve cair na etapa oficial, já que a corrida no Bahrain ocorrerá em temperaturas mais baixas e com carros mais evoluídos. Ao mesmo tempo, o equilíbrio térmico entre os eixos promete virar tema central antes da abertura da temporada em Melbourne, especialmente por se tratar de um circuito de rua.

Números reforçam intensidade da pré-temporada

Ao longo desta semana, as equipes percorreram 20.693 quilômetros, com 61% das voltas feitas com o C3. No total dos seis dias, o grid completou 41.366 quilômetros — mais do que a circunferência da Terra. Desde quarta-feira, as equipes utilizaram 326 jogos de pneus slick, elevando o total da pré-temporada para 591.

Agora, resta a principal dúvida: quanto cada equipe escondeu de desempenho? A resposta começará a surgir apenas na Austrália, quando a Fórmula 1 finalmente revelar sua verdadeira ordem de forças.

EB - www.autoracing.com.br

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