Horner revela que recusou convite para chefiar a Mercedes
segunda-feira, 19 de outubro de 2026 às 8:56
Christian Horner e Niki Lauda
Christian Horner revelou que recusou uma proposta para assumir o comando da Mercedes na Fórmula 1 no fim de 2012.
Na ocasião, Niki Lauda procurou pessoalmente o então chefe da Red Bull para tentar convencê-lo a deixar a equipe austríaca.
Em seu novo livro de memórias, Drive, Horner conta que a abordagem aconteceu pouco antes do Natal daquele ano, quando Lauda ocupava o cargo de diretor não executivo da Mercedes.
O austríaco apresentou uma oferta financeira bastante atraente para tentar concretizar a contratação.
“A Red Bull nunca vai pagar a você o que a Mercedes pode”, teria argumentado Lauda durante a conversa.
Naquele momento, Horner acabara de conduzir a Red Bull e Sebastian Vettel ao terceiro título consecutivo de construtores e pilotos.
Além disso, a equipe conquistaria os dois campeonatos novamente em 2013, completando uma sequência de quatro temporadas de domínio na categoria.
Quero ser VIPHorner ajudou Lauda a contratar Hamilton
A proposta da Mercedes surgiu depois de conversas entre Horner e Lewis Hamilton. Na época, o britânico buscava uma saída da McLaren e chegou a discutir a possibilidade de correr pela Red Bull.
Entretanto, Horner decidiu não formar uma dupla com Hamilton e Vettel, que já havia conquistado três títulos mundiais consecutivos.
Em vez disso, o dirigente direcionou Lauda para o piloto britânico, que acabou assinando com a Mercedes. O acordo foi anunciado em setembro de 2012.
Alguns meses depois, Lauda foi até a casa de Horner para apresentar a proposta de comando da equipe alemã. Segundo o relato publicado em Drive, o britânico ficou surpreso com a abordagem.
Durante a conversa, Lauda apresentou uma série de números impressionantes. Inicialmente, porém, Horner não percebeu que os valores correspondiam ao salário que a Mercedes estava disposta a pagar.
Apesar da tentação financeira, o dirigente decidiu permanecer na Red Bull. Sua lealdade à equipe e a Dietrich Mateschitz, então proprietário da organização, pesou mais do que a possibilidade de assumir um novo desafio.
“Sou leal a Dietrich (Mateschitz) e à equipe. Portanto, por mais que eu agradeça pela proposta, não vou me juntar à Mercedes”, respondeu Horner, segundo seu livro.
Mercedes escolheu Toto Wolff para o cargo
Após a recusa de Horner, a Mercedes contratou outro austríaco para a temporada de 2013: Toto Wolff, ex-piloto que havia se tornado empresário.
Naquele primeiro ano, Wolff trabalhou sob a liderança de Ross Brawn. Em seguida, a equipe reorganizou sua estrutura de comando para 2014.
Enquanto Wolff ficou responsável pelas questões políticas e comerciais, Paddy Lowe concentrou sua atuação na área técnica.
A nova organização coincidiu com o início de uma das fases mais dominantes da história da F1. A partir de 2014, a Mercedes conquistou oito títulos consecutivos de construtores e também sete campeonatos de pilotos entre 2014 e 2020.
Lowe deixou a equipe antes da temporada de 2017. Com isso, Wolff passou a concentrar as funções tradicionais de chefe de equipe, consolidando o modelo de liderança que manteve nos anos seguintes.
Portanto, a revelação de Horner mostra como a história da Mercedes poderia ter seguido um caminho diferente.
Caso tivesse aceitado a proposta de Lauda, o dirigente responsável pela fase mais vitoriosa da Red Bull na primeira era de Vettel poderia ter assumido o comando da equipe alemã justamente antes do início de sua própria hegemonia.
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