Horner nega influência de Verstappen em sua saída da Red Bull
terça-feira, 24 de fevereiro de 2026 às 10:31
Christian Horner e Jos Verstappen
Christian Horner, ex-chefe da Red Bull, finalmente falou sobre sua saída durante a oitava temporada de Drive to Survive, da Netflix.
A nova temporada estreia em 27 de fevereiro e mostrará os bastidores e os conflitos da temporada 2025 da Fórmula 1. Em especial, o quarto episódio, intitulado A Bull With No Horns, abordará diretamente a queda do dirigente britânico.

Saída repentina após duas décadas
Horner liderou a estrutura desde a entrada na categoria em 2005. Desde então, acumulou títulos e consolidou a equipe entre as potências do grid. No entanto, em julho de 2025, a organização decidiu substituí-lo como CEO e chefe de equipe.
Em seu lugar, assumiu Laurent Mekies, que até então comandava a Racing Bulls. Assim, a mudança marcou uma ruptura significativa dentro do grupo.
De acordo com Horner, a decisão partiu de Oliver Mintzlaff e contou com a influência de Helmut Marko.
“Eu senti uma verdadeira sensação de perda e dor. Tudo aconteceu de forma bastante repentina. Por isso, não tive a chance de me despedir adequadamente”, afirmou no documentário.
Além disso, ele descreveu o impacto emocional imediato.
“Nunca imaginei estar nessa posição. Naturalmente, sua reação inicial é de revolta. Algo foi tirado de mim, e não foi por escolha minha. Era uma coisa extremamente preciosa”.
Queda de performance e mudança estrutural
Apesar da frustração, Horner reconheceu que os resultados de 2025 ficaram abaixo do padrão histórico da organização. Ainda assim, ele defendeu sua dedicação ao projeto.
“Sempre dei o meu melhor. Trabalhei ao máximo pela equipe e pelas pessoas que representei. Contudo, o desempenho neste ano não foi tão forte quanto anteriormente”.
Quando questionado sobre possível influência da família Verstappen, o britânico foi direto. Max seguiu como peça central da era recente da categoria. Entretanto, seu pai Jos já havia feito críticas públicas ao dirigente.
“O pai de Max nunca foi meu maior fã e sempre foi bastante vocal. Ainda assim, não acredito que os Verstappen tenham sido responsáveis de qualquer forma”.
Segundo ele, o cenário corporativo pesou mais na decisão.
“Acredito que foi uma decisão tomada por Oliver Mintzlaff, com Helmut aconselhando nos bastidores. No fim das contas, as coisas mudaram dentro do negócio e do grupo”.
Além do mais, Horner apontou um fator determinante: a morte do fundador da companhia. Após o falecimento de Dietrich Mateschitz, a dinâmica interna mudou consideravelmente. Dessa forma, ele entende que sua posição passou a ser vista com outra perspectiva.
“Depois da morte de Dietrich, provavelmente consideraram que eu tinha controle demais”.
Futuro ainda indefinido na F1
Desde a saída, surgiram rumores sobre um possível retorno ao paddock. Contudo, nenhum acordo foi confirmado por enquanto.
Portanto, o futuro de Horner na F1 permanece indefinido. Ainda assim, suas declarações adicionam contexto político e estratégico à turbulenta temporada 2025. Consequentemente, o episódio promete reacender debates entre os fãs mais atentos da categoria.
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