Horner admite que Lawson nunca deveria ter ido à Red Bull
sábado, 17 de outubro de 2026 às 9:45Christian Horner admitiu que Liam Lawson nunca deveria ter sido promovido à equipe principal da Red Bull na Fórmula 1. Em sua autobiografia Drive, o ex-chefe da equipe revela que tinha dúvidas sobre a escolha do neozelandês para substituir Sergio Perez. A declaração contrasta com o bom momento vivido pelo piloto na Racing Bulls em 2026.
O relato aparece em um trecho do livro. Segundo Horner, depois que Fernando Alonso e Charles Leclerc foram descartados como possíveis candidatos, a Red Bull decidiu apostar em Lawson. No entanto, o dirigente não se sentia confortável com a promoção desde o início.
“Eu não me sentia confortável com isso. Ele era jovem e inexperiente, com apenas 11 corridas de Fórmula 1 no currículo, e estávamos exigindo muito dele”, escreveu Horner em sua autobiografia.
A passagem de Lawson pela equipe principal durou apenas duas corridas. Depois de resultados abaixo das expectativas, a Red Bull o rebaixou à Racing Bulls, enquanto Yuki Tsunoda assumiu seu lugar. Ao relembrar a decisão, Horner foi ainda mais direto.
“Na verdade, ele nunca deveria ter sido promovido em primeiro lugar”, admitiu o ex-chefe da Red Bull.
Quero ser VIPHorner contradiz versão anterior sobre Lawson
A declaração chama a atenção porque difere do que Horner afirmou anteriormente sobre a saída de Lawson da equipe principal. Em fevereiro, relatos indicaram que o dirigente havia dito que não partiu dele a decisão de rebaixar o neozelandês tão cedo na temporada.
A mesma versão apareceu na série documental Drive to Survive. Na produção, Horner atribuiu a pressão por mudanças ao antigo consultor de automobilismo da Red Bull, Helmut Marko, que defendia a promoção de pilotos da academia.
“Essa não foi uma decisão minha. Eu sempre fui pressionado a promover pilotos do programa de jovens, e Helmut era uma das principais forças por trás disso”, declarou Horner na série.
Assim, o relato publicado em Drive acrescenta uma nova versão aos bastidores da escolha e da posterior saída de Lawson. Embora Horner diga que já tinha reservas sobre a promoção, suas declarações anteriores apontavam para uma decisão influenciada por outras figuras da estrutura da Red Bull.
Lawson vive sua melhor fase na Fórmula 1
Enquanto Horner revisita os acontecimentos, Lawson atravessa seu período mais consistente na categoria. O neozelandês soma 69 pontos em 2026, incluindo os 14 conquistados nas três corridas em que substituiu Isack Hadjar na Red Bull, enquanto o francês se recuperava de uma lesão no pulso.
Além disso, Lawson tem apresentado números sólidos em comparação com seu companheiro de equipe, Arvid Lindblad. Nos 14 GPs disputados juntos, o neozelandês lidera o confronto direto por 10 a 4 nas corridas e por 9 a 5 nas classificações.
O desempenho também tem sido importante para a Racing Bulls no Mundial de Construtores. Com seis GPs restantes, Lawson responde por 61% dos pontos da equipe no campeonato, um indicador de sua contribuição para os resultados.
Diante desse cenário, a expectativa é que a Racing Bulls mantenha Lawson ao lado de Lindblad em 2027. O atual piloto, porém, evitou antecipar qualquer decisão quando questionado recentemente sobre o futuro.
“Obviamente, é normal ouvir esse tipo de coisa nesta altura do ano. Mas, neste momento, estou concentrado em tentar marcar pontos em todas as corridas e manter essa boa sequência”, afirmou.
Portanto, enquanto Horner reconhece em seu livro que a promoção à Red Bull foi um erro, Lawson tenta consolidar seu espaço na Fórmula 1 com resultados. A temporada de 2026 oferece ao neozelandês a oportunidade de mostrar que pode construir uma carreira sólida sem a pressão imediata de ocupar uma vaga na equipe principal.
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