Honda enfrenta problemas de dirigibilidade na Aston Martin

domingo, 23 de agosto de 2026 às 8:40

Fernando Alonso

A aguardada atualização do motor Honda não entregou, até agora, o salto de desempenho que a Aston Martin esperava em Zandvoort. Além disso, problemas de dirigibilidade passaram a aparecer como a principal fraqueza do novo conjunto.

Lance Stroll foi direto após se classificar em P19. O canadense não percebeu uma evolução significativa no desempenho da unidade de potência.

“Eu sinto alguma melhora? Na verdade, não.”

“Talvez um pequeno passo à frente, mas não o suficiente. Em relação ao chassi, acho que estamos indo muito bem. Demos um grande passo à frente em Budapeste.”

“A próxima coisa que realmente precisamos trabalhar é a dirigibilidade e a potência.”

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Stroll aponta falhas nas reduções

Para Stroll, o principal problema está na inconsistência apresentada pela unidade de potência durante as frenagens e as reduções de marcha. O piloto da Aston Martin afirma que o comportamento do motor varia demais na entrada das curvas.

“A dirigibilidade está ruim, realmente ruim. É uma loteria”, afirmou o canadense.

“No momento, simplesmente não estamos conseguindo um freio-motor consistente na entrada das curvas e frequentemente enfrentamos reduções de marcha atrasadas. Então, há muitos problemas.”

Apesar das críticas de Stroll, Fernando Alonso mostrou uma visão mais positiva sobre o progresso geral da Aston Martin. O espanhol destacou que a diferença para os primeiros colocados diminuiu de maneira significativa nas últimas duas corridas.

Alonso vê evolução da Aston Martin

Alonso lembrou que a equipe conseguiu avançar para o Q2 no GP da Hungria. Em Zandvoort, entretanto, ficou a apenas um décimo de segundo do corte para o Q2, além de registrar a menor diferença para o líder do Q1.

“Em Budapeste estávamos no Q2, e aqui ficamos a um décimo de segundo. Esta também é a menor diferença para o líder do Q1. Piastri foi 1,3 segundo mais rápido do que nós.”

“Antes, tínhamos uma diferença média de 4,5 segundos para os melhores, então melhoramos três segundos em duas corridas. É encorajador.”

Ainda assim, o bicampeão mundial concorda que o pacote da Honda precisa passar por uma grande evolução. Para Alonso, a dirigibilidade representa uma parte importante do desempenho que a Aston Martin ainda pode ganhar nas próximas corridas.

“A dirigibilidade faz parte da melhoria que veremos nos tempos de volta”, afirmou o espanhol.

“Mas, infelizmente, não podemos fazer muito mais na pista. Temos que esperar grandes mudanças na física, no software ou no que quer que seja necessário. Isso precisa vir do Japão, e não vai acontecer da noite para o dia.”

“A partir de Monza, teremos que dar outro passo, e há coisas para otimizar no pacote.”

Honda prepara novos ajustes

O engenheiro-chefe da Honda, Shintaro Orihara, também reconheceu que o trabalho ainda está longe de terminar. Segundo ele, a atualização trouxe avanços importantes, mas não resolveu todos os problemas que afetam a confiança dos pilotos.

“Demos alguns passos importantes hoje, mas ainda há muito a fazer para dar aos pilotos a confiança de que precisam”, afirmou Orihara.

“Esse é nosso principal objetivo no curto e médio prazo.”

Aston Martin mira Monza e Baku

O embaixador da Aston Martin, Pedro de la Rosa, reforçou que a prioridade imediata está diretamente relacionada ao comportamento do novo motor durante as frenagens e reduções de marcha.

“Nós precisamos melhorar a dirigibilidade do novo motor, especialmente durante as frenagens e as reduções de marcha”, disse de la Rosa à DAZN.

Além disso, o espanhol revelou outra prioridade para os próximos GPs de Monza e Baku. A Aston Martin pretende reduzir o peso do carro até atingir o limite mínimo permitido.

“O objetivo agora, no curto prazo, é deixar o carro mais leve e no limite de peso, algo que ainda não conseguimos, assim como a Williams.”

EB - www.autoracing.com.br

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