Honda muda líder do projeto de F1 antes de 2027

segunda-feira, 14 de setembro de 2026 às 9:19

Unidade de potência Honda RA626H

A Honda Racing Corporation (HRC) vai mudar o comando de seu programa de unidades de potência da Fórmula 1 a partir de 1º de outubro. Yoichiro Fukao assumirá o cargo de líder do projeto, substituindo Tetsushi Kakuda.

Kakuda comandou o desenvolvimento da UP que ajudou Max Verstappen a conquistar quatro títulos consecutivos de pilotos com a Red Bull. Agora, Fukao terá a responsabilidade de conduzir a próxima etapa do projeto da Honda na categoria.

A mudança acontece após 14 etapas de uma difícil temporada de estreia ao lado da Aston Martin. Atualmente, a parceria oficial ocupa a 10ª e última posição no mundial de construtores com apenas três pontos, todos marcados por Fernando Alonso.

O bicampeão mundial aparece em 19º no campeonato de pilotos. Até agora, seu melhor resultado foi o nono lugar no GP da Holanda. Enquanto isso, Lance Stroll ainda não conseguiu pontuar.

Segundo a Honda, a mudança já fazia parte de um plano de sucessão. O objetivo é transferir conhecimento técnico para uma nova geração de engenheiros. Ao mesmo tempo, a fabricante quer criar uma estrutura de desenvolvimento para as próximas mudanças no regulamento.

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Fukao assume nova responsabilidade

Atualmente, Fukao ocupa o cargo de vice-líder do projeto de F1 da Honda e chefia a divisão de software da fabricante. O engenheiro está ligado ao programa da categoria desde 2002.

Inicialmente, trabalhou nos sistemas de controle do motor e do câmbio. Depois, passou pelo projeto da Honda na MotoGP e também pelo desenvolvimento de sistemas híbridos para veículos de produção.

Posteriormente, Fukao retornou ao programa de F1 em 2014. Desde então, assumiu funções cada vez mais importantes dentro da estrutura da fabricante japonesa.

Honda tenta superar início complicado

A UP Honda RA626H enfrentou sérios problemas de vibração desde o começo da temporada. Em determinado momento, inclusive surgiu a preocupação de que o problema pudesse causar danos neurológicos aos pilotos.

Os dois carros da Aston Martin abandonaram as três primeiras corridas do ano. Na ocasião, as falhas de confiabilidade estavam relacionadas à UP Honda.

Diante desse cenário, a fabricante introduziu uma atualização em Zandvoort. A novidade reduziu os piores problemas de vibração e trouxe algum ganho de desempenho.

Shintaro Orihara, gerente-geral da Honda nas pistas, confirmou a evolução.

“Observamos um avanço em termos de performance”, afirmou Orihara. “Confirmamos isso no dinamômetro, então foi algo positivo que encontramos”.

Ainda assim, Orihara também foi direto ao avaliar o tamanho do ganho. Segundo ele, a atualização representou uma evolução de apenas meio a um décimo de segundo por volta.

Alonso praticamente descartou a importância desse ganho. Afinal, a diferença para as equipes da frente continuava enorme.

Aston Martin ainda sofre com déficit

A Aston Martin continuou cerca de dois segundos atrás do ritmo no GP da Hungria. Isso aconteceu apesar de uma ampla atualização aerodinâmica no AMR26.

Ao todo, o pacote contou com 16 novos elementos. Entre eles estavam um assoalho revisado, um novo difusor, uma asa dianteira modificada, novas entradas de ar dos sidepods e uma nova asa traseira.

O trabalho no chassi recebeu amplo reconhecimento. De fato, a Aston Martin deu um passo importante com as mudanças aerodinâmicas.

No entanto, os ganhos ainda tiveram pouco impacto na classificação do campeonato. Afinal, sem uma UP competitiva, a equipe não consegue transformar toda essa evolução aerodinâmica em resultados expressivos.

Por isso, a troca no comando do programa da Honda acontece em um momento importante. Além de tentar recuperar a performance atual, a fabricante já começa a preparar sua estrutura para as próximas mudanças técnicas da F1.

 

LS - www.autoracing.com.br

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