Honda define meta crucial para Aston Martin no Canadá

terça-feira, 19 de maio de 2026 às 9:29

Aston Martin

A parceria entre a Honda e a Aston Martin finalmente começou a apresentar sinais positivos antes do GP do Canadá. Ainda assim, a fabricante japonesa já deixou claro qual será sua prioridade imediata em Montreal.

O projeto de fábrica teve um começo extremamente complicado em 2026. Afinal, a unidade de potência sofreu com sérios problemas de confiabilidade e performance logo nas primeiras etapas da temporada.

Além disso, as vibrações do motor causaram danos às baterias e inclusive levantaram preocupações sobre a saúde dos pilotos. Dessa forma, a equipe rapidamente perdeu terreno para o restante do pelotão intermediário, embora existisse expectativa de lutar pelo campeonato mundial.

No entanto, a inesperada pausa de cinco semanas em abril ajudou diretamente no processo de recuperação. Depois da etapa de Suzuka, um dos carros da Aston Martin permaneceu no Japão para uma análise detalhada conduzida pelos engenheiros da Honda em Sakura.

Como resultado, a equipe conseguiu completar tanto a corrida curta quanto a prova principal em Miami com os dois carros. Portanto, internamente o fim de semana foi tratado como um passo importante na recuperação do projeto.

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Honda confirma progresso após Miami

Shintaro Orihara, engenheiro-chefe e responsável da Honda nas pistas, confirmou que a etapa de Miami trouxe avanços relevantes para a fabricante japonesa.

“Durante o GP de Miami, confirmamos melhorias nas vibrações das baterias e também na confiabilidade geral da UP”, explicou Orihara na prévia oficial da Honda para o GP do Canadá.

O dirigente destacou que Miami também serviu como uma oportunidade importante para ampliar o entendimento sobre gerenciamento de energia dentro das novas regras técnicas de 2026. Segundo ele, esse aprendizado seguirá sendo prioridade durante o fim de semana em Montreal.

Aston Martin quer aumentar confiança dos pilotos

Apesar dos avanços técnicos, a performance da Aston Martin segue preocupando. Em Miami, por exemplo, Fernando Alonso e Lance Stroll largaram apenas em 18º e 19º no grid.

A diferença para a zona de classificação ao Q2 foi enorme: 1.2s. Alonso ainda sofreu com um problema no câmbio, que provocava reduções aleatórias de marcha durante a classificação. Já na corrida, a situação também não melhorou. A Aston Martin terminou 78 segundos atrás da zona de pontuação no domingo.

Portanto, o principal foco da Honda agora será melhorar a dirigibilidade do carro. Segundo Orihara, esse aspecto será decisivo para permitir que os pilotos extraiam mais desempenho do AMR26.

“Em Montreal, que é a corrida de casa de Lance, vamos focar em melhorar a dirigibilidade e nossa estratégia de gerenciamento de energia para ajudar os pilotos a ganharem mais confiança”, afirmou.

“Se conseguirmos dar mais confiança aos pilotos para entrarem mais rápido nas curvas e carregarem mais velocidade, então encontraremos tempo de volta”.

Honda recebe esperança extra com mecanismo ADUO

Além das melhorias já implementadas, outro fator importante poderá ajudar a Honda nas próximas corridas. Isso porque o mecanismo ADUO (Additional Development and Upgrade Opportunities) será ativado logo após o GP do Canadá.

Na prática, o sistema permitirá que fabricantes em desvantagem tenham mais liberdade para reduzir a diferença em relação aos concorrentes. Consequentemente, a Honda ganhará uma oportunidade importante para acelerar o desenvolvimento da UP ao longo da temporada.

Mesmo assim, a Aston Martin não pretende levar grandes atualizações antes da pausa de verão. Atualmente, a equipe trava uma disputa direta com a Cadillac nas últimas posições do grid e segue distante da luta por pontos.

 

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