Honda admite que “nem tudo está indo bem”
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026 às 10:15
Koji Watanabe
Koji Watanabe, presidente da Honda Racing, reconheceu que “nem tudo está indo bem” no caminho da fabricante japonesa rumo ao seu retorno oficial à Fórmula 1.
A marca prepara sua volta em um acordo exclusivo de unidades de potência com a Aston Martin dentro do novo ciclo técnico da categoria.
A montadora deixou a F1 no fim de 2021 após um período extremamente vitorioso com a Red Bull. Ainda assim, continuou presente de forma indireta, já que seguiu oferecendo suporte técnico para o uso de seus motores.
Porém, agora a Honda decidiu retomar uma participação plena, alinhando-se novamente ao modelo adotado por outras grandes fabricantes do grid.

Retorno à F1 fortalece laços com Aston Martin e Adrian Newey
Além do retorno oficial, a Honda também volta a trabalhar diretamente com Adrian Newey. O engenheiro, ex-diretor técnico da Red Bull, é o responsável pelo projeto do AMR26 e assumirá o cargo de chefe de equipe da Aston Martin.
Em teoria, portanto, a parceria reúne ingredientes para funcionar de forma harmoniosa. No entanto, em entrevista à publicação japonesa Sportiva, Watanabe revelou que o desenvolvimento do novo motor V6 híbrido seguirá até o limite permitido pelo regulamento.
“Estamos na fase em que as especificações estão sendo definidas para os testes de pré-temporada e a montagem está prestes a começar”, afirmou. “Entretanto, como a homologação acontece no fim de fevereiro, espero que o desenvolvimento continue até o último minuto”.
“Ainda precisamos de mais tempo”, admite presidente da Honda
Apesar dos avanços, Watanabe deixou claro que ainda não é possível saber exatamente onde a Honda se encontra em relação às demais fabricantes que fornecerão motores na F1. Segundo ele, os dados obtidos até agora apresentam um cenário inconsistente.
“Diante da incerteza sobre o progresso dos concorrentes, seguimos em uma disputa para nos aproximar das metas que nós mesmos definimos. Francamente, ainda precisamos de mais tempo”, explicou.
Além disso, o dirigente destacou que o processo de evolução acontece de forma gradual. Porém, nem todas as soluções testadas entregam o resultado esperado.
“Estamos avançando ao avaliar ganhos de performance a partir da integração de diferentes componentes. Alguns funcionam bem. Por outro lado, outros falham de maneira inesperada. No fim, é um cenário misto”.
Projeto enfrenta dificuldades, mas sem problemas irreversíveis
Quando questionado sobre o estágio atual do projeto, Watanabe adotou um tom realista. Segundo ele, existem desafios claros, embora nenhum deles seja considerado definitivo.
“Para ser honesto, nem tudo está indo bem. Há várias áreas em que estamos enfrentando dificuldades. Ainda assim, não aconteceu nada que não possamos superar”.
Diante desse contexto, a estratégia da Honda segue bem definida. A fabricante mantém o foco em desempenho e confiabilidade, enquanto trabalha para alinhar o motor à filosofia técnica de Newey.
“A Aston Martin também quer continuar construindo carros que reflitam a visão de Adrian. Por isso, nosso próximo passo na unidade de potência é entender como nos adaptar a essa abordagem”.
Por fim, Watanabe reforçou que a ambição permanece intacta. Se for necessário, a Honda não pretende medir esforços para alcançar a vitória.
“Se essa adaptação aumentar nossa competitividade e nos tornar mais propensos a vencer, então faremos o que for preciso”.
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