Hamilton na Ferrari: Por que Rosberg diz que a aposentadoria não é opção

domingo, 14 de dezembro de 2025 às 15:30

Nico Rosberg

O sofrimento do heptacampeão em Maranello

A mudança de Lewis Hamilton para a Ferrari, um “grande projeto” na reta final de sua carreira, transformou-se em um dilema que ressoa em todo o paddock. Nico Rosberg, ex-colega de equipe de Hamilton na Mercedes e campeão mundial de 2016, acredita que o heptacampeão não pode se aposentar da “situação horrível” em que se encontra na equipe italiana.

O alemão sente que seu ex-parceiro de equipe, apesar do evidente “sofrimento”, deve continuar, mesmo com as persistentes especulações sobre sua saída após 19 temporadas. O próximo ano marca o fim do seu contrato inicial com a Ferrari. É incerto se ele assinará ou receberá uma nova proposta.

A expectativa cresce: se a equipe de Maranello não conseguir um bom desempenho no início da nova era de regulamentos, Hamilton poderá decidir pela aposentadoria após duas décadas.

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O custo da desistência

A primeira temporada do piloto de 40 anos com a equipe do Cavallino Rampante foi turbulenta. Pela primeira vez na carreira na Fórmula 1, ele não conseguiu um pódio, mostrando-se constantemente frustrado ou abatido ao falar com a imprensa.

Recentemente, ele implorou à Scuderia que agisse com base em suas anotações de melhoria. Rosberg descreveu esta atitude como “nova” por parte do piloto britânico.

“Não havia anotações naquela época,” comentou o campeão de 2016 na Sky Sports F1. “Mas acho que as coisas também estavam correndo muito mais tranquilamente. Ele é obviamente o maior de todos os tempos. Todos nós, eu acho, concordamos com isso, mas este realmente não é um final digno para sua carreira aqui.”

Rosberg enfatizou quão difícil foi a temporada de estreia de Hamilton, mas explicou por que ele não pode simplesmente abandonar a equipe nesta fase.

“Neste momento, é realmente uma situação horrível. Isso, certamente, causa muito sofrimento nele, e ele está realmente preso,” acrescentou o vencedor de 23 Grandes Prêmios.

O vazio e a perda de prestígio

Rosberg é direto: aposentar-se agora é uma manobra impossível.

“Aposentar agora… ele não pode se aposentar agora. Quem eles vão colocar no lugar dele?” O impacto na estabilidade da equipe seria imenso.

Além disso, seria uma “perda de prestígio”. Assumir este grande projeto e, apenas 12 meses depois, se retirar só porque está difícil — isso não funciona na F1.

Manter a luta, contudo, tem seu preço. O tempo não está ao seu lado. A situação não ficará mais fácil, então, simplesmente continuar também não é a solução. É um cenário muito difícil.

EB - www.autoracing.com.br

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