Hamilton aponta déficit de potência da Ferrari após frustração em Austin
sábado, 24 de outubro de 2026 às 20:35Lewis Hamilton apontou o déficit de potência da Ferrari em relação à Red Bull e à Mercedes como um dos principais fatores para o desempenho abaixo do esperado da equipe na classificação para o GP dos Estados Unidos. Depois de liderar os três treinos livres com seus pilotos, a escuderia italiana terminou a sessão decisiva apenas em quarto e quinto lugares.
Hamilton garantiu a quinta posição no grid e largará na terceira fila, enquanto Charles Leclerc ficou em quarto. O monegasco chegou à última volta do Q3 com chances de brigar pela pole position, mas a Ferrari não conseguiu acompanhar a evolução dos principais rivais no momento decisivo.
O britânico, por sua vez, considerou que o carro tinha ritmo para lutar pelas primeiras posições. No entanto, acredita que a perda de tempo nas retas impediu a equipe de transformar o bom desempenho nas curvas em posições melhores no grid.
Hamilton vê Ferrari competitiva, mas perde nas retas
Em entrevista à Sky Sports, Hamilton destacou o trabalho realizado pela Ferrari durante a noite e o comportamento positivo do carro no TL3 e nas duas primeiras fases da classificação. Segundo ele, a equipe chegou ao Q3 em condições de disputar as primeiras posições.
“Fizemos um ótimo trabalho durante a noite. O carro estava muito bom no TL3, competitivo. Depois, tanto o Q1 quanto o Q2 foram muito fortes. Sentíamos que estávamos na briga”, afirmou Hamilton.
O heptacampeão ressaltou que a Ferrari não fez mudanças significativas no acerto para o Q3. Por isso, ficou surpreso ao ver os concorrentes encontrarem velocidade extra na fase final, enquanto a equipe italiana não conseguiu acompanhar o ritmo.
“O carro continuava tão bom quanto antes. Não fizemos nenhuma mudança. Não é como se tivéssemos virado o carro de cabeça para baixo no Q3. Fiz uma volta muito boa, mas, de alguma forma, aqueles caras conseguiram dar mais um passo”, explicou.
Quero ser VIPDéficit de potência preocupa a Ferrari
Na avaliação de Hamilton, a diferença mais evidente apareceu nas retas. Embora considere que a Ferrari tenha desempenho comparável ao dos rivais nas curvas, o britânico acredita que a falta de velocidade em linha reta continua custando décimos importantes.
“Não sei exatamente o que é. No fim das contas, acho que perdemos alguns décimos nas retas, como costuma acontecer. O déficit de potência para a Red Bull e a Mercedes ainda é significativo”, declarou.
Hamilton acrescentou que o carro italiano parece ter condições de acompanhar os concorrentes nas curvas, mas perde terreno quando os pilotos aceleram nas retas. Essa diferença pode ter sido determinante para impedir uma disputa mais forte pela pole position em Austin.
Assim, apesar do bom desempenho nos treinos livres, a Ferrari terá de largar atrás dos principais adversários. Hamilton partirá em quinto, com o objetivo de aproveitar o ritmo demonstrado durante o fim de semana e buscar posições na corrida de domingo.
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