Greenwood minimiza adaptação da Alpine à Mercedes na Fórmula 1

domingo, 11 de janeiro de 2026 às 10:45

Alpine

Dave Greenwood, diretor esportivo da Alpine, tratou com naturalidade o início da parceria com a Mercedes na Fórmula 1. Segundo ele, apesar da mudança estrutural, a integração entre as duas organizações não representa um grande desafio.

Em 2024, a Alpine confirmou que encerraria seu programa próprio de unidades de potência. A decisão, portanto, antecipou a transição para a nova era técnica da categoria, que entra em vigor com o regulamento de 2026.

Alpine muda de filosofia e inicia parceria com a Mercedes

A partir dessa definição estratégica, a Alpine firmou acordo com a Mercedes para o fornecimento de motores. Com isso, a marca alemã passa a equipar não apenas sua equipe oficial, mas também a atual campeã McLaren e uma Williams em processo de recuperação.

Durante décadas, a Renault forneceu motores exclusivamente para sua própria estrutura. Desde o início dos anos 1980, a equipe sempre atuou como fabricante. Agora, porém, a Alpine assume um novo papel e passa a operar como equipe cliente, promovendo uma das mudanças mais profundas de sua história recente.

Ainda assim, Greenwood garante que a transição ocorre sem sobressaltos. Para ele, a adaptação técnica não foge do que já é visto em outros projetos da Fórmula 1.

“No fim das contas, a diferença está muito mais na arquitetura do motor que está mudando”, explicou.

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Greenwood destaca rotina semelhante entre fabricantes

Além do aspecto técnico, Greenwood chamou atenção para o lado humano da parceria. Segundo ele, trabalhar com profissionais de outra empresa não altera de forma significativa o dia a dia da equipe.

“Em termos de pessoas, isso é algo bastante normal para nós”, afirmou. “Quando falamos do pessoal de unidades de potência, todos querem fazer as mesmas coisas.”

Além disso, o dirigente destacou que os processos são amplamente semelhantes entre diferentes fabricantes. “Eles estão envolvidos em atividades muito parecidas, independentemente da empresa”, reforçou.

Mesmo com algumas mudanças, Greenwood não vê obstáculos relevantes. “Existem rostos diferentes, claro”, disse. “Mas, fora isso, honestamente, acho que é algo bem fácil.”

Enquanto isso, a Alpine entra na temporada buscando reação após um ano difícil. Em 2025, a equipe optou cedo por direcionar seus esforços ao projeto de 2026. Como consequência, enfrentou sérios problemas de desempenho ao longo do campeonato.

Durante boa parte do ano, o carro sofreu com falta de ritmo. Assim, a Alpine terminou a temporada na última posição do campeonato de construtores, cenário que aumenta a expectativa por evolução imediata nesta nova fase ao lado da Mercedes.

EB - www.autoracing.com.br

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