GP Pirelli de F1. Por Fernanda de Lima

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Pneu da Formula 1

Do GP malaio para o chinês minha opinião pouco mudou, aliás, Sebastian Vettel só conseguiu subir no meu conceito. Ainda é muito cedo pra dizer que algo realmente mudou, mas não custa sonhar que o pontapé inicial para a abolição do jogo de equipe (maléfico) tenha sido dado.

O alemão mandou ainda uma das frases mais geniais (e óbvias) da F1 quando disse, depois de passados alguns dias de todo aquele furdunço, “Eu não me desculpo por vencer. Em primeiro lugar é por isso que me contrataram e por isso que estou aqui. Adoro correr e é isso que eu faço”. Me diz se não é disso (ou desses) que a F1 deve ser feita?!

No GP da China desse domingo não pudemos por a prova a afirmação da Red Bull de que as ordens de equipe acabaram, porque enquanto Vettel foi nono no grid de largada, Webber largou dos boxes. Ou espera aí! A punição de Webber por falta de combustível no carro, obrigando-o a largar em último, não foi exatamente a resposta que precisávamos pra vermos que nada mudou? Particularmente, acho inadmissível uma equipe errar dessa maneira. Como não calcularam a quantidade de combustível que restaria no carro? EU CONSIGO CALCULAR A QUANTIDADE DE COMBUSTÍVEL DO MEU CARRO! Como eles não puderam evitar isso? (Mentira, eu não consigo, mas estamos falando de FÓRMULA 1!) A Red Bull acha absurda a ideia de uma “teoria da conspiração” contra Webber, mas, desculpa, depois de todo o ocorrido é normal ficar com uma pulga atrás da orelha.

Na pista, a Ferrari veio forte tanto com Felipe Massa quanto com Fernando Alonso largando bem. O espanhol finalmente conseguiu encerrar a sequência de quatro corridas largando atrás do brasileiro. Após um início bom, Massa logo perdeu espaço na prova e sofreu atrás de Paul Di Resta por um bom tempo. Do outro lado, há de se elogiar Alonso em sua melhor corrida do ano, o “cara” da Ferrari foi soberano! Com uma estratégia certeira, não deu chances a nem um dos adversários diretos. Pelo lado ferrarista, Alonso foi o único que se adaptou bem aos decadentes pneus Pirelli, e, de quebra, levou os italianos ao delírio, igualando-se a Nigel Mansell em número de vitórias na carreira, com 31. Fernando encontra-se agora atrás de apenas de três pilotos: Ayrton Senna, Alain Prost e Michael Schumacher. Baita time!

Ah! Pneus, aliás, que fizeram diferença nesse GP. Fazem em todos, é claro, mas na China, em especial, foram deploráveis. A ideia de ter diversos pilotos lutando por vitórias e brigas impensadas entre gigantes e não tão grandes assim são ótimas, no entanto, a qualidade desses pneus vem prejudicando o espetáculo também. É inaceitável que com cinco voltas os pneus já não consigam acompanhar mais o ritmo de corrida ou que pilotos tenham de tirar o pé ou “ceder” posições a adversários diretos o tempo todo por não estarem em condições de competir na pista. Não queremos ver carros e pilotos utilizando apenas 60% ou 70% do seu potencial. De quê adianta sair o “jogo de equipe” e entrar o “jogo de pneus”? A limitação tem me parecido exatamente a mesma.

Fernanda de Lima

 

AS - www.autoracing.com.br

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