FIA declara alerta de calor para o GP da Itália
quinta-feira, 3 de setembro de 2026 às 8:57
GP da Itália
A FIA declarou um alerta de calor para o GP da Itália, 13ª etapa da temporada 2026 da Fórmula 1.
De acordo com a previsão, as temperaturas em Monza devem superar os níveis considerados normais para o início de setembro.
Geralmente, os termômetros ficam entre 25°C e 27°C nesta época do ano. No entanto, a expectativa é de temperaturas acima de 31°C neste fim de semana.
Por isso, a federação decidiu ativar seu protocolo formal para situações de estresse térmico. A medida entra em vigor antes mesmo do início das atividades do GP da Itália.
Protocolo surgiu após o GP do Catar
A FIA criou o sistema de alerta de calor para a temporada 2024. A decisão aconteceu depois das cenas preocupantes registradas no GP do Catar de 2023.
Naquela corrida, o calor extremo e a alta umidade provocaram forte desgaste físico entre os pilotos. Esteban Ocon, por exemplo, vomitou dentro do capacete e ainda assim conseguiu continuar na prova.
Logan Sargeant precisou abandonar por razões médicas. Lance Stroll e Alex Albon necessitaram de atendimento após a corrida devido à exaustão causada pelo calor.
Ao mesmo tempo, vários pilotos afirmaram que chegaram perto de perder a consciência enquanto guiavam em alta velocidade.
Quero ser VIPPilotos terão resfriamento adicional
Para o GP da Itália, os pilotos contarão com medidas extras de resfriamento no grid. Entre os recursos disponíveis estarão ventiladores, coletes de gelo e estruturas para proporcionar sombra.
Os carros também poderão utilizar o sistema de resfriamento do piloto aprovado pela FIA. O equipamento funciona por meio da circulação de fluido resfriado em tubos instalados em um colete.
O piloto veste esse colete por baixo do macacão. O sistema ajuda a controlar a temperatura corporal durante a atividade na pista.
Entretanto, o uso do dispositivo não será obrigatório. Assim, cada piloto poderá decidir se prefere utilizar o sistema durante o fim de semana.
Ainda assim, existe uma regra importante para quem optar por não usá-lo. Nesse caso, o piloto terá de carregar um lastro equivalente ao peso do equipamento de resfriamento.
Dessa forma, a escolha de correr sem o sistema não poderá representar uma vantagem de performance. A medida busca garantir condições equivalentes entre todos os competidores.
FIA também exigirá avaliações médicas
Além das medidas de resfriamento, a FIA também determinou avaliações médicas obrigatórias após as sessões de pista.
Imediatamente depois de deixarem o circuito, os pilotos terão acesso a áreas específicas de resfriamento. Com isso, a federação pretende acelerar qualquer atendimento necessário após os períodos de atividade na pista.
Portanto, o protocolo adotado para Monza combina prevenção, monitoramento médico e recursos adicionais de resfriamento.
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