Frank Williams: O que eu aprendi na Formula 1

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Frank Williams e Patrick Head

O fundador e chefe da equipe Williams de F1 divide o que ele aprendeu na vida até agora – da família e da religião para a socialização e até aderir ao limite de velocidade

Sou inglês primeiro. Depois britânico.

Um rival é um rival seja em uma pista de corrida ou em uma sala de aula. Fui enviado quando tinha oito anos para um colégio interno em Dumfries. Éramos 149 Ingleses e 151 escoceses, portanto definitivamente a rivalidade começou lá. Havia amor e orgulho por seu país e também a determinação de fazer o melhor.

O melhor piloto é aquele que tem mais habilidade aliada ao melhor controle de seu cérebro. Lewis Hamilton e Nico Rosberg têm os melhores carros do mundo e os melhores motores do mundo (Mercedes). E ambos sabem o que fazem. Vai ser uma luta real.

Eu sou um grande fã de Margaret Thatcher (seu retrato está pendurado atrás de sua mesa). Ela ia atrás do que acreditava com unhas e dentes. Chutou os argentinos. Lutou contra os sindicatos. Algumas das coisas que ela fez foi um pouco além dos limites. Mas ela representou a Grã-Bretanha de maneira muito, muito forte.

Quando eu tinha 14 ou 15 anos, minha mãe estava comigo quando passei uma das maiores vergonhas da minha vida logo antes de passar no teste para tirar carta de motorista. Eu tinha um caso de amor com o meu pequeno Morris Minor 1000, que era um carro leve, e fiz tão rápido uma curva fechada que acabei capotando.

Eu não sou muito sociável.

Eu nunca encorajaria ninguém a dirigir como eu costumava fazer. Atenha-se ao limite de velocidade. É viciado em velocidade? Vamos olhar da seguinte maneira; Eu não quero que a polícia venha atrás de mim. Eu não posso mais dirigir, mas eu gosto de ser conduzido por um piloto de corridas real, o que acontece muito raramente, infelizmente. É uma experiência e tanto, embora só tenha acontecido cerca de cinco vezes na minha vida, infelizmente. Pilotos são chatos e caros fora do carro, mas quando entram no carro, eles se transformam, vão para um outro estado. Ser conduzido por um piloto de classe mundial é mágico. O único piloto que já me assustou fui em mesmo.

Eu era muito impaciente. Eu sabia que meu acidente chegaria, o jeito que eu costumava guiar nos velhos tempos (Williams sofreu ferimentos na coluna vertebral após bater seu carro de aluguel na França em 1986 e está em uma cadeira de rodas desde então). Eu nunca assumi um risco em ultrapassagens, embora a minha ideia de ultrapassagem possa ser diferente da sua. Mas eu estava correndo para pegar o último vôo para casa e acabei saindo da estrada.

Quando você lida com velocidade, torna-se um esporte perigoso. E isso atrai as pessoas. Como o boxe. Você acha que o boxe é um grande esporte? Pessoas nocauteando umas às outras. Isso não me atrai de jeito nenhum.

Eu aprendi no automobilismo, certamente quando você começa na Formula 1, que você conhece pessoas muito inteligentes, sejam engenheiros ou não, como o meu sócio Patrick Head. Ele era um engenheiro excepcional. Então eu sempre consultei Bernie Ecclestone, que tem muito mais experiência, e Max Mosley. Entre os dois, eles poderiam ter tomado todo o Reino Unido. Bem, talvez não, mas… Max era um cara muito inteligente. Foi o primeiro em Física e Direito na Universidade de Oxford. E Bernie – um grau duplo em tudo, mesmo sem ter ido para a universidade. Um homem de negócios brilhante que pode ler as pessoas. Todas estas coisas ajudam você a tomar decisões melhores e fazer mais dinheiro ou obter melhores carros de corrida. Então você pode gastar tudo e tentar novamente no próximo ano.

Foi da mão à boca por vários anos no início. Mas viramos a esquina financeiramente.

Eu nunca fui um mecânico. A maioria dos pilotos é grata por isso. Gosto de velocidade. Eu gosto de ser conduzido em um carro muito bom também. Eu tenho a sorte de ser capaz de pagar por eles. Eu adoro um Mercedes.

Estamos chegando em terceiro ou quarto nas corridas, que é um feito fantástico para uma empresa que ainda é privada. Temos que cuidar do nosso orçamento e trabalhar duro para mantê-lo. Isso é responsabilidade de minha filha Claire nos dias de hoje. Temos 500 pessoas trabalhando na F1. Estamos correndo contra a Ferrari e toda a Itália. E contra a Mercedes. Ganhe deles. Nós gostaríamos de fazer melhor. Tente e eventualmente conseguirá. Essas coisas acontecem em ciclos.

Assim como acontece com o melhor time de futebol, para ganhar o campeonato a equipe tem que estar na melhor forma de maneira consistente. Você não pode ter meia dúzia de corridas ruins ou você perde contato com os líderes.

É o meu trabalho é ter certeza de que quando me aposentar, a Williams será uma equipe de classe mundial e não uma lata de lixo rodeada de pessoas antiquadas e incompetentes.

Eu sempre estive perto de minha família. Eu sinto certa responsabilidade financeira para com eles e espero que isso os ajude a fazer o bem em suas próprias vidas.

O dinheiro é importante para a maioria das pessoas. Não é importante para mim do jeito que ‘Oh, eu devo dar emprego aos meus filhos’. Mas eu quero ajudá-los a ter um início de vida e depois eles que façam seus próprios caminhos.

Eu sou um católico romano por educação. Quando chegar a minha hora, eu estarei gritando por um padre. Não há dúvida sobre isso. Pessoas cínicas vão dizer: “Malditos católicos, eles já tem tudo pronto.”

AS - www.autoracing.com.br

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