Fórmula E: Oliver Rowland vence o E-Prix de Mônaco

domingo, 17 de maio de 2026 às 12:00

Oliver Rowland

Oliver Rowland, da Nissan, fez um E-Prix de Mônaco perfeito para garantir a vitória na Etapa 10 do Campeonato Mundial ABB FIA de Fórmula E de 2025/26. Quem também correu muito bem foi o brasileiro Felipe Drugovich (Andretti), que gerenciou muito bem a energia de seu GEN3 Evo, mas também soube como atacar para superar adversários para garantir seu primeiro pódio na Fórmula E, com o segundo lugar.

Terminar em P2, além de ser o primeiro pódio e a melhor posição de Drugovich na Fórmula E, parece colocar fim às dificuldades do brasileiro, que estreou em Berlim 2025, mas vinda tendo uma Temporada 12 complicada, até este E-Prix de Mônaco.

O português António Félix da Costa (Jaguar TCS Racing), que foi tirado do terceiro na corrida do sábado ao ser abalroado por Dan Ticktum (Cupra Kiro), levou a melhor neste domingo e fechou o pódio do E-Prix de Mônaco.

Com a vitória e a volta mais rápida, Rowland marca 26 pontos assume a vice-liderança no Campeonato de Pilotos após dez etapas, logo após Mitch Evans (Jaguar), com 128 pontos a 109. O alemão Pascal Wehrlein chegou a Mônaco como líder, mas os resultados ruins o deixam na quarta colocação na tabela.

Drugovich teve um ótimo final de semana, com a quarta posição no sábado e o segundo lugar neste domingo, que chega a 32 pontos e assume a 12ª colocação. Já Lucas di Grassi, que largou da última posição, mas soube usar o MODO DE ATAQUE ao longo da prova para chegar em décimo, chegando ao total de 5 pontos, mas ainda em 19º na classificação geral.

A Jaguar lidera sobre a Porsche no Campeonato de Equipes, 208 a 182, com a Porsche ainda liderando no Campeonato de Construtores, 281 a 269.

A Fórmula E retorna a Sanya após um hiato de sete temporadas para a Etapa 11, em 20 de junho.

Como foi a corrida
A dupla que terminou a Etapa 9 em contato liderou o pelotão, com Ticktum à frente de Da Costa, da Jaguar, na curva St. Devote.

Enquanto isso, Vergne tentou uma ultrapassagem para o terceiro lugar na Nouvelle Chicane, com da Costa rodando e saindo da segunda posição após um toque com Mortara, caindo para a 15ª posição no mesmo local – sem sorte para o piloto da Jaguar.

Na segunda volta, Mortara ultrapassou Ticktum e assumiu a liderança da corrida, com Vergne, da Citroën, logo atrás. O piloto da Mahindra abriu uma vantagem de dois segundos sobre Vergne, enquanto Mortara buscava aproveitar o bom desempenho do seu carro – demonstrado pela vitória do companheiro de equipe, De Vries, na Etapa 9, no sábado.

A sorte de Mortara, porém, durou pouco, pois os comissários lhe aplicaram uma penalização de 10 segundos pelo contato na primeira volta.

Nico Mueller, no Porsche, foi o primeiro a acionar o primeiro de seus dois impulsos de 50 kW com tração nas quatro rodas no MODO DE ATAQUE na volta 4. Ele aproveitou a oportunidade para assumir a liderança provisória.

Mueller liderava, seguido por Mortara, Ticktum, Vergne, Rowland, Evans, Drugovich e Evans – em MODO DE ATAQUE – Barnard, Marti e Dennis completavam o top 10 na volta 10. Evans, da Jaguar, aproveitou seis minutos de ATAQUE para assumir a liderança da corrida em Mirabeau na volta 11, manobra impressionante do neozelandês no mesmo ponto de sua famosa ultrapassagem na Temporada 7.

Rowland largou em oitavo e ganhou destaque no final, quando as ativações do MODO DE ATAQUE começaram a acontecer, com os 10 primeiros competindo e disputando posições incessantemente durante a primeira metade da corrida.

O piloto da Nissan mostrou-se forte, administrando bem a sua energia, navegando pelo pelotão e abrindo caminho até à liderança na Nouvelle Chicane, na volta 23 de 28 – uma atuação clássica de Rowland e a segunda vitória em dois anos, em Monte Carlo, para o britânico.

Drugovich, Rowland e os demais pilotos tiveram que lidar com algumas bandeiras amarelas em toda a pista após algumas ultrapassagens imprudentes. Ainda assim e fazendo boa opção pelo tempo de ativar o MODO DE ATAQUE, o brasileiro levou a melhor sobre o companheiro de equipe Jake Dennis, sobre Da Costa e ainda manteve a calma para cruzar a linha de chegada à frente.

Apesar de ter conquistado a pole position dupla no principado, Dan Ticktum não conseguiu converter a vantagem em pontos, após nova corrida confusa e que terminou novamente com penalização para terminar em 14º lugar.

Ele ultrapassou Edoardo Mortara (Mahindra Racing) na pista, mas tomou uma penalização de 10 segundos. Da Costa liderou no final e terminou em terceiro, recuperando-se do drama que viveu no sábado, cruzando a linha de chegada logo à frente do companheiro na Jaguar, Mitch Evans.

Mortara garantiu o quinto lugar após receber a penalização por contato com Da Costa na primeira volta, com Jake Dennis (Andretti) completando os seis primeiros.

Os carros da Andretti foram os próximos a partir para o MODO DE ATAQUE e subiram para o Top 6. Vergne fez sua segunda passagem pela zona de ativação na volta 12 para acompanhar os carros amarelos à frente.

Mortara ultrapassou Mueller na curva 1 na volta 14, com Drugovich conseguindo segui-lo e ultrapassá-los na subida para roubar a P2. Ticktum finalmente ativou seu primeiro MODO DE ATAQUE na volta 15 – o piloto da CUPRA KIRO estava em P8 naquele momento.

O piloto que largou na pole position conseguiu forçar a situação e subir para o segundo lugar, enquanto o grupo da frente lutava entre si – ultrapassando o líder Evans na curva Tabac na volta 17, com Mortara, que largou em primeiro, cumprindo sua penalidade de tempo após a corrida.

Pepe Marti (CUPRA KIRO) e Nick Cassidy (Citroen Racing) se tocaram na curva Rascasse na volta 19 – Cassidy conseguiu sair do local do acidente dando ré, enquanto o carro de Marti, preso na pista, exigiu uma bandeira amarela em toda a área para ser liberado.

Entretanto, Da Costa assumiu a liderança na categoria ATTACK, com Mortara, Ticktum, Drugovich, Evans, Rowland, Barnard, Dennis, Wehrlein e Guenther completando o top 10 – embora Mortara e Barnard estivessem prestes a cair na classificação devido às suas penalidades de tempo.

Assim que a situação se estabilizou, da Costa conseguiu chegar à P1, com uma vantagem de cinco segundos sobre a P3, e realizar o segundo ATAQUE na volta 20.

O grupo da frente já havia entrado em seu MODO DE ATAQUE final, com Evans e Ticktum em quinto e sexto lugares, respectivamente, aguardando o momento certo para atacar. Na subida da volta 23, Mortara e Rowland ultrapassaram da Costa, com Drugovich, Evans, Barnard, Dennis, Guenther, Ticktum e Mueller completando o Top 10.

Rowland tentou ultrapassar para a P1 na chicane naquela mesma volta e parecia estar em uma boa posição em termos de energia, e sem nenhum piloto atrás tendo sobreposição na ATTACK.

A corrida agitada de Barnard terminou no muro em Portier, após uma manobra ambiciosa demais sobre Da Costa dar errado na volta 26. Outra breve bandeira amarela em toda a pista para Rowland administrar, mas o piloto da Nissan conseguiu se recuperar e cruzar a linha de chegada em primeiro lugar.

Veja o resultado da Etapa 10 no E-Prix de Mônaco:
https://fiaformulae.com/en/results?season=8088703b-96c1-410d-a48b-77fca322334f&tab=race

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