Fórmula 1 é um negócio em crescimento: Entre lucro e tradição

terça-feira, 17 de março de 2026 às 18:55

UP Ferrari 2026

Por: Adauto Silva: Apesar de muitas reclamações, a Fórmula 1 é um negócio que está crescendo, um entretenimento em muitos países batendo recordes. Foram tantas novas assinaturas no F1TV que deu até problema no GP da China, gerando mais lucros e para eles (a própria F1) é isso que importa.

O fã mais hardcore vai precisar ter paciência, assim como já teve inúmeras outras vezes em regulamentos anteriores como quando os carros não acabavam as corridas por falta de combustível, quando matou dois pilotos e acabou com a carreira de outro (1994), quando colocou pneus que esfarelavam e está com eles até hoje – a famosa Fórmula Pneus – e quando introduziu o DRS e todo mundo começou a chamar as ultrapassagens – que eram praticamente inexistentes antes – de artificiais. Eu dava risada…

E ria porque era artificial mesmo. Todo mundo que acompanha F1 sempre viu um esporte artificial. Ou será que alguns ainda confundem automobilismo com atletismo? Tudo em automobilismo é artificial, já que o atleta – no caso piloto – depende muito mais do equipamento do que o contrário.

Você gostaria que a F1 voltasse aos motores V10 aspirados – agora com gasolina neutra -, carros 150 kg mais leves e pneus que não esfarelassem? Eu também, acho que todos nós gostaríamos.

Só que não vai acontecer. Não há nenhuma chance de aquilo voltar. A Fórmula 1 depende das montadoras e para elas o que interessa é sair paulatinamente da combustão de fósseis, pois para o mercado delas – que é onde elas ganham bilhões e bilhões – é isso que interessa.

Eu gosto de carro elétrico? Não. Não tenho e só vou comprar um quando não houver mais jeito. E torço para que esse dia nunca chegue, ou seja “empurrado com a barriga” mais 20 anos, pelo menos. Torço para que algum combustível zero em carbono consiga assumir o lugar nos carros de produção. Mas atualmente isso é esperança, não realidade.

Realidade é o que estamos vendo, carros híbridos com o motor de combustão interna carregando a bateria.

Quero ser VIP
 

Erraram a mão?

Eles erraram a mão colocando 50/50 combustão e bateria? Provavelmente sim. Farão alguma coisa sobre isso? Certamente. Mas é preciso ter alguma paciência, pois fizeram apenas dois GPs com esses carros, sendo que o segundo já foi melhor que o primeiro.

Adianta reclamar? Não. O que adianta é tentar entender o que está acontecendo, porque está acontecendo e para onde o esporte tenta caminhar. Avaliar isso tudo e depois decidir se continua acompanhando o progresso que certamente eles farão mais rápido do que muitos imaginam, ou abandonar a Fórmula 1 e ir acompanhar outro esporte.

Sobre a transmissão em canal aberto

Eu venho avisando há anos que o Brasil era um dos únicos países do mundo onde o calendário era transmitido na totalidade em canal aberto, mas que essa “mamata” um dia ia acabar.

Ainda não acabou totalmente. A Globo vai transmitir 15 de 24 GPs ao vivo, mas só os GPs. Treinos, classificação e Sprint tem que pagar canal a cabo ou escolher um dos dois streamings disponíveis. É barato, para quem curte realmente Fórmula 1 é bem barato mesmo. E o F1TV – que o Autoracing não comercializa mais – tem muito conteúdo além das transmissões ao vivo.

Adauto Silva
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