Ford e Cadillac apoiam retorno dos motores V8 à F1

terça-feira, 5 de maio de 2026 às 9:11

Motor Ford Cosworth V8

O retorno dos motores V8 à Fórmula 1 ganha força rapidamente. Além disso, grandes fabricantes dos Estados Unidos passaram a apoiar abertamente a proposta. Isso ocorre depois que Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, afirmou que o conceito “vai acontecer”.

Montadoras dos EUA intensificam pressão

Durante entrevista ao Detroit News, tanto a General Motors, dona da Cadillac, quanto a Ford deixaram clara sua posição.

Mark Rushbrook, chefe da Ford Racing, destacou o debate sobre o futuro regulatório.

“É ótimo ver a FIA e a F1 já discutindo o próximo conjunto de regulamentos”, afirmou. “Somos parte interessada, portanto vamos compartilhar nosso ponto de vista. Certamente, como empresa que produz muitos V8 aspirados, adoraríamos ver esse motor aqui”.

Mark Reuss, presidente da GM, adotou um tom semelhante.

“Eu adoro V8, sobretudo o som que eles produzem”, disse. “Somos muito respeitosos com o investimento feito nos híbridos V6, principalmente como uma das equipes mais novas. Se a F1, a FIA e as equipes decidirem pelo V8, então estaremos prontos”.

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Paddock também entra no debate

Enquanto isso, o apoio à ideia também cresce dentro do paddock. Nesse contexto, Toto Wolff confirmou que a Mercedes está aberta a novos regulamentos.

“Estamos abertos a mudanças nas regras de motores”, afirmou. “Adoramos os V8. Temos ótimas lembranças e isso representa um verdadeiro motor Mercedes”.

Porém, ao mesmo tempo, Wolff fez um alerta importante.

“Se mudarmos repentinamente para motores aspirados, podemos parecer um pouco ridículos”, explicou. “Talvez possamos ter 800 hp do motor a combustão e adicionar mais 400 hp de energia elétrica”.

Red Bull apoia, Ferrari cobra mudanças

Por sua vez, a Red Bull também demonstra abertura, apesar do forte investimento em seu novo projeto de motores. Segundo Laurent Mekies, a posição da equipe é clara.

“A Red Bull Ford Powertrains está bastante aberta a essa ideia”, disse. “Tivemos de começar do zero no desenvolvimento desta geração de unidade de potência. Ao mesmo tempo, estamos empolgados com esse novo desafio”.

Por fim, a Ferrari segue uma linha diferente dentro da discussão. Frederic Vasseur, por exemplo, direcionou o foco para os custos.

“É crucial reduzir os orçamentos insanos dos motores”, afirmou.

Portanto, o debate sobre o retorno dos V8 vai além da nostalgia. Envolve questões técnicas, financeiras e estratégicas que devem definir o futuro da F1.

 

LS - www.autoracing.com.br

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