Fisco italiano mira pilotos da F1 por impostos atrasados
terça-feira, 21 de abril de 2026 às 9:19
GP da Itália
A autoridade fiscal italiana decidiu apertar a fiscalização e tenta cobrar impostos retroativos de pilotos da Fórmula 1 que competiram no país nos últimos anos.
Há poucos dias, o jornal Il Resto del Carlino, de Bolonha, revelou que a Guardia di Finanza iniciou uma investigação envolvendo equipes e pilotos da F1.
Nesse sentido, o foco recai sobre possíveis falhas no pagamento de tributos sobre rendimentos gerados em corridas realizadas em solo italiano.

Investigação cresce e amplia pressão no paddock
De acordo com a legislação italiana, atletas estrangeiros devem pagar impostos sobre qualquer rendimento obtido no país.
No entanto, a aplicação dessa regra foi inconsistente ao longo do tempo. Por isso, o advogado Alessandro Mei solicitou recentemente uma apuração mais rigorosa sobre a conformidade fiscal desses profissionais.
Embora a medida teoricamente afete atletas de diferentes modalidades, a F1 se tornou o principal alvo. Afinal, além da enorme popularidade, a categoria também envolve salários elevados, o que naturalmente chama ainda mais atenção das autoridades.
Segundo o racingnews365.com, a Guardia di Finanza abriu investigação contra pilotos atuais e recentes da F1. Curiosamente, nem pilotos nem equipes haviam recebido cobranças formais sobre esses impostos até então.
Ao mesmo tempo, a autoridade fiscal enviou cartas aos pilotos. Nelas, solicita a apresentação das declarações referentes ao ano fiscal de 2025 e orienta contato direto – seja pessoalmente ou por representantes – para definir os próximos passos.
Cobrança retroativa pode gerar impacto severo
As informações também indicam que o fisco italiano pretende agir de forma retroativa. Ou seja, sempre que houver base legal, buscará recuperar impostos de vários anos anteriores.
Para isso, os investigadores planejam uma análise detalhada dos rendimentos. Inclusive, pretendem acessar contratos de pilotos e acordos de patrocínio a fim de obter um retrato preciso dos ganhos.
Dessa forma, esse endurecimento pode trazer consequências significativas. Caso o valor devido ultrapasse €50 mil, por exemplo, a situação passa a ser considerada crime. Assim, além dos impostos atrasados, multas expressivas também podem ser aplicadas.
Corridas na Itália entram diretamente no radar
Nos últimos anos, a F1 realizou provas em três circuitos italianos. Monza segue como a tradicional sede do GP da Itália, enquanto Imola recebeu o GP da Emília-Romagna. Além disso, Mugello sediou o GP da Toscana durante a temporada de 2020, marcada pela pandemia.
Segundo relatos, o Tribunal de Contas determinou investigações nessas três regiões. Como resultado, a Guardia di Finanza iniciou o processo em múltiplas frentes.
Vale destacar que a tributação de atletas não residentes já havia sido discutida anteriormente no país. Em 2020, por exemplo, o tema chegou ao parlamento, embora na época não tenha gerado consequências relevantes.
Enquanto isso, sistemas semelhantes já existem em outros países. Austrália, Reino Unido e Estados Unidos, por exemplo, também aplicam regras fiscais específicas para atletas estrangeiros.
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