FIA vai revisar resultados do ADUO em meio à polêmica

quinta-feira, 11 de junho de 2026 às 10:03

FIA

A FIA decidiu revisar os resultados do programa Additional Development and Upgrade Opportunities (ADUO). A informação surge após uma avaliação que gerou questionamentos entre as fabricantes da Fórmula 1.

Após o GP de Mônaco, Lewis Hamilton revelou que Mercedes HPP, Ferrari, Audi e Honda receberiam benefícios previstos pelo regulamento.

Isso ocorreu porque a Red Bull Powertrains (RBPT) foi classificada pela FIA como a fabricante com o motor de melhor performance do grid.

Entretanto, a conclusão chamou atenção dentro do paddock. Afinal, as unidades de potência da Mercedes venceram todos os GPs e corridas curtas disputados até agora em 2026.

Mesmo assim, a FIA colocou a RBPT no topo de sua avaliação técnica.

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Critério utilizado gerou surpresa entre fabricantes

A principal razão para a controvérsia está na metodologia adotada pela FIA.

Isso porque o ADUO considera exclusivamente o desempenho do motor de combustão interna. Em contrapartida, o sistema não avalia a unidade de potência completa.

Como resultado, a Red Bull Powertrains apareceu como referência técnica do campeonato. O cenário causou estranheza, sobretudo devido às dúvidas que cercam a confiabilidade do projeto da fabricante.

Muitos observaram que a performance nas pistas não parece refletir totalmente as conclusões apresentadas pela federação.

Segundo os dados analisados pela FIA, a Mercedes HPP ficou dentro da faixa de dois por cento em relação à RBPT.

Por esse motivo, a fabricante alemã terá direito a um token adicional de desenvolvimento para 2026 e outro para 2027. Da mesma forma, receberá um aumento no orçamento permitido pelo teto de gastos.

Por outro lado, Audi, Ferrari e Honda ficaram mais de quatro por cento atrás da referência estabelecida pela RBPT. Dessa maneira, as três fabricantes poderão utilizar dois tokens de desenvolvimento por temporada.

FIA busca garantir máxima precisão dos dados

Até agora, a FIA não divulgou oficialmente os resultados completos do ADUO. Da mesma forma, ela ainda não tornou públicos os parâmetros utilizados para chegar às conclusões.

A decisão tem uma justificativa clara. Afinal, a divulgação dos critérios poderia permitir que algumas fabricantes tentassem explorar brechas do sistema.

Em outras palavras, uma fornecedora poderia esconder seu desempenho real para conquistar benefícios extras de desenvolvimento aos quais não teria direito. Por isso, os dados permanecem restritos.

No entanto, fontes com conhecimento direto do assunto informaram que a FIA decidiu revisar novamente seus cálculos. O objetivo é eliminar qualquer dúvida antes da publicação oficial.

Assim, a entidade pretende garantir que os resultados finais sejam os mais precisos possíveis.

Portanto, embora Hamilton tenha antecipado a informação após terminar o GP de Mônaco na segunda posição, a comunicação oficial da FIA ainda não foi publicada.

Consequentemente, as fabricantes seguem aguardando a confirmação definitiva dos números e dos benefícios que serão distribuídos pelo programa.

 

LS - www.autoracing.com.br

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