FIA impõe prazo crucial aos fabricantes de motores

domingo, 1 de março de 2026 às 16:45

Mercedes no Bahrain 2026

Os fornecedores de unidades de potência da F1 chegaram a um prazo decisivo para entregar à FIA o dossiê completo de seus motores de 2026. A entidade fixou a homologação para 1º de março e manteve a data mesmo após as mudanças recentes no regulamento. Assim, a polêmica sobre a taxa de compressão não alterou o cronograma oficial.

Cada fabricante precisa enviar à FIA os detalhes do motor de combustão interna, da eletrônica de controle, do sistema de escape, do turbocompressor, dos armazenadores de energia e do MGU-K. Em seguida, a federação analisará o material e concederá aprovação em até 14 dias, caso considere o projeto conforme as regras. Portanto, qualquer inconsistência pode atrasar o aval técnico.

Além disso, o dossiê deve ser idêntico para todas as equipes clientes de cada fabricante. Combustíveis e lubrificantes também entram no pacote de verificação. Dessa forma, os fornecedores precisam alinhar integralmente seus programas antes do início do campeonato.

Disputa técnica força revisão imediata

Durante o inverno, a Mercedes HPP desenvolveu uma solução que permitiria operar com taxa de compressão acima do limite de 16:1. A interpretação explorava um trecho do regulamento que determinava medição apenas em temperatura ambiente.

Na prática, isso abriria espaço para utilizar compressão maior com o motor aquecido na pista. Por isso, Audi, Ferrari, Honda e Red Bull Powertrains se uniram e pressionaram por mudança no Comitê Consultivo de Unidades de Potência. Logo depois, uma votação eletrônica confirmou a alteração das regras.

Inicialmente, a categoria planejava introduzir os novos testes apenas em agosto de 2026. Entretanto, no sábado anterior ao prazo final de homologação, a F1 atualizou o regulamento técnico. O texto passou a indicar que a taxa de compressão seguirá medida em temperatura ambiente até 31 de maio de 2026.

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Novo controle entra em vigor após o GP do Canadá

O artigo C5.4.3 determina que, entre 1º de junho e 31 de dezembro de 2026, a medição ocorrerá tanto em temperatura ambiente quanto a 130 graus Celsius. Depois disso, a partir de 1º de janeiro de 2027, a fiscalização considerará apenas o motor em condição quente.

Com essa transição, os fabricantes terão até depois do GP do Canadá para atender à primeira fase do novo critério. Em seguida, o sistema completo entrará em vigor antes do GP de Mônaco, no primeiro fim de semana de junho. Assim, a FIA reforça o controle técnico justamente no momento em que o novo ciclo de motores começa a definir forças no grid.

EB - www.autoracing.com.br

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