FIA nega acusações de trapaça em polêmica do motor Mercedes

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026 às 16:45

Mercedes no Bahrain 2026

FIA afasta qualquer acusação de ilegalidade

A FIA reagiu com firmeza às especulações e deixou claro: em nenhum momento discutiu “trapaça” nas reuniões sobre o motor da Mercedes High Performance Powertrains.

Nos próximos dias, o Comitê Consultivo de Unidades de Potência (PUAC) realizará uma votação eletrônica para ajustar o regulamento técnico da Fórmula 1. A proposta determina que, a partir de agosto de 2026, a taxa de compressão passe a ser medida tanto em temperatura ambiente quanto a 130 °C. Com isso, a entidade pretende eliminar qualquer brecha interpretativa.

Como começou a controvérsia

Durante o inverno europeu, a Mercedes HPP desenvolveu um sistema que permitia trabalhar com taxa de compressão de 18:1, acima do limite de 16:1 previsto nas regras.

No entanto, o regulamento especificava a medição apenas em temperatura ambiente. Por causa dessa redação, abriu-se espaço para uma interpretação diferente da intenção original da norma.

Diante disso, Scuderia Ferrari, Audi, Honda e Red Bull Powertrains passaram a defender uma mudança formal no texto. Para aprovar a alteração, o PUAC precisa formar uma supermaioria, além de contar com o aval da FIA e da Formula One Management.

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Tombazis destaca diferença entre intenção e redação

Ao explicar a posição da entidade, Nikolas Tombazis enfatizou que o debate nunca girou em torno de ilegalidade. Segundo ele, a discussão envolve nuances técnicas importantes.

Quando as equipes e fabricantes definiram o regulamento em 2022, todos concordaram em manter a taxa de compressão em 16:1 como objetivo central. Contudo, a redação final do texto permitiu soluções que extrapolam essa intenção.

Portanto, a FIA não enxerga a situação como quebra de regra. Pelo contrário, Tombazis reconhece que, sempre que novos regulamentos entram em vigor, engenheiros exploram áreas cinzentas em busca de vantagem competitiva.

Equilíbrio entre inovação e controle

Agora, a entidade quer encerrar o tema por meio da votação eletrônica. Ao mesmo tempo, precisa equilibrar interesses distintos. Se agir rápido demais, pode ser acusada de limitar a inovação. Se demorar, enfrentará críticas por não proteger o espírito das regras.

Além disso, Tombazis admitiu que o assunto ganhou uma dimensão emocional ao longo dos meses. Ainda que seja relevante do ponto de vista técnico, ele questiona se o nível de tensão realmente se justifica.

Em resumo, a FIA tenta fechar a brecha sem rotular ninguém como infrator. Caso o PUAC aprove a mudança, a nova metodologia entrará em vigor em agosto de 2026 e colocará um ponto final na polêmica sobre a taxa de compressão na Fórmula 1.

EB - www.autoracing.com.br

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